Salmos 102:4

Almeida Atualizada Livre

Meu coração está ferido e seco como a erva; por isso, até me esqueço de comer o meu pão.

— Salmos 102:4 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Salmos 102

1Senhor, escuta a minha súplica e que meu clamor chegue até Ti.

2Não me escondas o rosto no dia da minha angústia; inclina os teus ouvidos para mim; no dia em que eu clamar, apressa-te em responder-me.

3Porque os meus dias se desvanecem como fumaça, e meus ossos ardem como fogo em fornalha.

4Meu coração está ferido e seco como a erva; por isso, até me esqueço de comer o meu pão.

5Por causa do meu gemido, meus ossos já se apegam à pele.

6Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como a coruja nas ruínas.

7Estou alerta, sou como o pardal solitário no telhado

8Meus inimigos me insultam o dia todo; aqueles que se enfurecem contra mim praguejam usando o meu próprio nome.

9Pois tenho comido cinzas como se fossem pão e misturado minhas lágrimas à minha bebida.

10Por causa da tua ira e da tua indignação pois me elevaste e depois me abateste ao chão.

11Meus dias são como a sombra que se apaga e como a relva estou secando.

12Mas tu, Senhor, permanecerás para sempre, e a lembrança do teu nome, de geração em geração.

13Levantar-te-ás e terás compaixão de Sião; é tempo de teres misericórdia dela, pois a hora já chegou.

14Pois os teus servos amam até as pedras de Sião e se condoem de seu pó.

15Então todas as nações temerão o nome do Senhor, e todos os reis da terra, a sua glória.

16Quando o Senhor edificar Sião, Ele se manifestará em sua glória.

17Ele atenderá à oração do desamparado e não desdenhará a sua súplica.

18Este registro será mantido para a geração futura, e o povo que virá a existir louvará ao Senhor.

19Pois olhou do alto do seu santuário; dos céus, o Senhor lançou seu olhar sobre a terra.

20Para ouvir o lamento dos cativos e libertar os condenados à morte;

21Para proclamar o nome do Senhor em Sião e seu louvor em Jerusalém;

22Quando os povos e os reinos se reunirem para servirem ao Senhor.

23Desgastou a minha força no caminho e encurtou os meus dias.

24Dizia eu: Meu Deus, não me leves na metade da minha vida; os teus anos se estendem por todas as gerações.

25No princípio, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das Tuas mãos.

26Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles envelhecerão como uma veste; como roupa, os mudarás, e serão transformados.

27Mas tu, em verdade, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.

28Os filhos dos teus servos habitarão seguros, e a sua descendência será estabelecida diante de ti.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.

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