“Pois olhou do alto do seu santuário; dos céus, o Senhor lançou seu olhar sobre a terra.”
— Salmos 102:19 (Almeida Atualizada Livre)
1Senhor, escuta a minha súplica e que meu clamor chegue até Ti.
2Não me escondas o rosto no dia da minha angústia; inclina os teus ouvidos para mim; no dia em que eu clamar, apressa-te em responder-me.
3Porque os meus dias se desvanecem como fumaça, e meus ossos ardem como fogo em fornalha.
4Meu coração está ferido e seco como a erva; por isso, até me esqueço de comer o meu pão.
5Por causa do meu gemido, meus ossos já se apegam à pele.
6Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como a coruja nas ruínas.
7Estou alerta, sou como o pardal solitário no telhado
8Meus inimigos me insultam o dia todo; aqueles que se enfurecem contra mim praguejam usando o meu próprio nome.
9Pois tenho comido cinzas como se fossem pão e misturado minhas lágrimas à minha bebida.
10Por causa da tua ira e da tua indignação pois me elevaste e depois me abateste ao chão.
11Meus dias são como a sombra que se apaga e como a relva estou secando.
12Mas tu, Senhor, permanecerás para sempre, e a lembrança do teu nome, de geração em geração.
13Levantar-te-ás e terás compaixão de Sião; é tempo de teres misericórdia dela, pois a hora já chegou.
14Pois os teus servos amam até as pedras de Sião e se condoem de seu pó.
15Então todas as nações temerão o nome do Senhor, e todos os reis da terra, a sua glória.
16Quando o Senhor edificar Sião, Ele se manifestará em sua glória.
17Ele atenderá à oração do desamparado e não desdenhará a sua súplica.
18Este registro será mantido para a geração futura, e o povo que virá a existir louvará ao Senhor.
19Pois olhou do alto do seu santuário; dos céus, o Senhor lançou seu olhar sobre a terra.
20Para ouvir o lamento dos cativos e libertar os condenados à morte;
21Para proclamar o nome do Senhor em Sião e seu louvor em Jerusalém;
22Quando os povos e os reinos se reunirem para servirem ao Senhor.
23Desgastou a minha força no caminho e encurtou os meus dias.
24Dizia eu: Meu Deus, não me leves na metade da minha vida; os teus anos se estendem por todas as gerações.
25No princípio, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das Tuas mãos.
26Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles envelhecerão como uma veste; como roupa, os mudarás, e serão transformados.
27Mas tu, em verdade, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.
28Os filhos dos teus servos habitarão seguros, e a sua descendência será estabelecida diante de ti.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.