Jó 21:33

Almeida Atualizada Livre

Os torrões do vale lhe são agradáveis, e todos os homens o seguem; há um número incalculável diante dele.

— Jó 21:33 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Jó 21

1Então, Jó respondeu e falou:

2Ouçam atentamente as minhas razões, pois isso já lhes será uma consolação.

3Tolerem-me e eu falarei; e, depois que eu tiver falado, poderão zombar.

4Por acaso eu me queixo de alguém? Não tenho motivos para me impacientar?

5Olhem para mim e fiquem atônitos; coloquem a mão sobre a boca.

6Porque, ao lembrar-me disso, me perturbo, e um calafrio se apodera de toda a minha carne.

7Por que os ímpios vivem e envelhecem, e ainda se tornam mais poderosos?

8A sua descendência se assenta na sua presença; e os seus rebentos diante dos seus olhos.

9As suas casas têm paz, sem temor, e a vara de Deus não está sobre eles.

10O seu touro gera e não falha; suas novilhas têm a cria e não abortam.

11Deixam suas crianças à solta, como um rebanho, e seus filhos pulam de alegria;

12Cantam com tambor e harpa e se alegram ao som dos instrumentos de corda.

13Na prosperidade, eles desfrutam de seus dias, e em um instante descem à sepultura.

14E, no entanto, dizem a Deus: Afaste-se de nós, pois não desejamos conhecer os seus caminhos.

15Quem é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? E de que nos servirá fazermos orações a Ele?

16Veja, porém, que a prosperidade deles não vem de suas próprias mãos; esteja longe de mim o conselho dos ímpios

17Quantas vezes se apaga a candeia dos ímpios? Quantas vezes lhes sobrevém a destruição? E Deus, na sua ira, lhes impõe dores.

18Porque são como a palha diante do vento e como a pragana arrebatada pelo remoinho

19Deus, dizeis vós, retém a iniquidade do perverso para seus filhos; mas é a ele que deveria Deus retribuir para que o sinta.

20Seus próprios olhos devem contemplar a sua ruína, e ele deve beber da ira do Todo-Poderoso.

21Porque, que prazer teria ele em sua casa, após sua morte, se o número de seus dias está se findando?

22Acaso alguém pode transmitir ciência a Deus, a Ele que julga os que estão nos céus?

23Um morre na força de sua plenitude, despreocupado e em paz

24Seus baldes estão repletos de leite e a medula dos seus ossos é fresca

25E outro morre ao contrário, na amargura do coração sem ter experimentado o que é bom

26Juntos, jazem no pó, e os vermes os cobrem

27Eu conheço os seus pensamentos e os injustos planos com que me tratam

28Porque você dirá: Onde está a casa do príncipe, e onde está a tenda em que moravam os perversos?

29Acaso não questionastes aqueles que passam pela estrada e não considerastes as suas declarações?

30O ímpio é reservado para o dia da calamidade e é socorrido no dia da ira.

31Quem poderá acusar diante dele o seu proceder? E quem lhe retribuirá pelo que faz?

32Finalmente, é levado ao sepulcro, e sobre o seu túmulo há vigilância.

33Os torrões do vale lhe são agradáveis, e todos os homens o seguem; há um número incalculável diante dele.

34Como vocês me consolam em vão? Das suas respostas, só resta a falsidade.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.