“Senhor, inclina os teus ouvidos e escuta o meu clamor; que a minha oração chegue até a tua presença.”
— Salmos 88:2 (Almeida Atualizada Livre)
1Ó Senhor, Deus da minha salvação, clamo a Ti dia e noite.
2Senhor, inclina os teus ouvidos e escuta o meu clamor; que a minha oração chegue até a tua presença.
3Porque a minha alma está saturada de angústias, e a minha vida se aproxima da morte.
4Estou contado entre os que descem à cova; sou como um homem sem força.
5Atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; são desamparados de tua mão.
6Tu me colocaste na cova mais profunda em lugares tenebrosos e nos abismos.
7Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas. (Selá)
8Afastei de mim os meus conhecidos; fizeste-me ser um objeto de abominação para eles. Estou preso e não vejo como sair.
9Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, clamo a Ti, SENHOR, e estendo as minhas mãos a Ti.
10Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão e te louvarão
11Anunciarão a tua bondade na sepultura? Ou a tua fidelidade nos abismos?
12Saber-se-á nas trevas as tuas maravilhas, e a tua justiça na terra do esquecimento?
13Eu, porém, Senhor, clamo a ti por socorro; de madrugada a minha oração se antecipa diante de ti.
14Senhor, por que rejeitas a minha alma e ocultas de mim o teu rosto?
15Estou aflito e, desde a minha juventude, estou à beira da morte; sob o peso dos teus terrores, estou desorientado.
16Sobre mim passaram a tua ardente indignação; os teus terrores têm-me consumido.
17Cercam-me continuamente como águas; em uníssono, rodeiam-me.
18Afastaste de mim amigos e companheiros; até os meus conhecidos se tornaram trevas.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.