Salmos 78:21

Almeida Atualizada Livre

Ouvindo isto, o Senhor se indignou; acendeu um fogo contra Jacó, e seu furor se levantou contra Israel.

— Salmos 78:21 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Salmos 78

1Escutem, povo meu, a minha lei; atentem para as palavras da minha boca.

2Abrirei meus lábios em parábolas; publicarei enigmas dos tempos antigos.

3O que ouvimos e aprendemos, o que nos foi anunciado por nossos pais.

4Não os ocultaremos de nossos filhos; antes, anunciaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, sua força e as maravilhas que fez.

5Ele estabeleceu um testemunho em Jacó e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a conhecessem também.

6Para que a geração futura os conheça, os filhos que ainda hão de nascer se levantem e, por sua vez, os relatem aos seus descendentes.

7Para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem das obras de Deus, mas observassem os seus mandamentos.

8E que não fossem, como seus pais, uma geração obstinada e rebelde, uma geração de coração inconstante e cujo espírito não foi fiel a Deus.

9Os filhos de Efraim, embora armados de arco, recuaram no dia da batalha.

10Não observaram a aliança de Deus, e se recusaram a seguir a sua lei.

11Esqueceram-se de suas obras e das maravilhas que lhes havia mostrado

12Fizeram-se prodígios na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.

13Ele dividiu o mar e os fez avançar por ele; fez com que as águas se firmassem como um dique.

14Guiou-os durante o dia com uma nuvem e à noite com um clarão de fogo.

15Fendeu as rochas no deserto e lhes deu de beber abundantemente como de grandes abismos.

16Fez brotar fontes da rocha e fez manar as águas como rios.

17E ainda assim, prosseguiram em pecar contra Ele, revoltando-se contra o Altíssimo no deserto.

18E provocaram a Deus em seus corações pedindo carne para agradar ao seu paladar

19E falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus nos preparar uma mesa no deserto?

20Ele feriu a rocha, e dela brotaram águas; torrentes correram em abundância. Poderá também nos dar pão ou fornecer carne para o seu povo?

21Ouvindo isto, o Senhor se indignou; acendeu um fogo contra Jacó, e seu furor se levantou contra Israel.

22Pois não creram em Deus, nem confiaram em sua salvação.

23Contudo, ordenou às nuvens do alto e abriu as portas dos céus.

24E fez chover maná sobre eles, para que se alimentassem, e lhes deu o cereal do céu.

25O homem comeu o pão dos anjos; Deus lhes mandou comida em abundância.

26Fez soprar nos céus o vento do leste e, pelo seu poder, trouxe o vento do sul.

27E choveu sobre eles carne como poeira e aves do céu, em quantidade como a areia do mar.

28E as fez cair no meio do acampamento deles, ao redor de suas tendas.

29Comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam.

30Não refrearam seu apetite; o alimento ainda estava em sua boca.

31E assim, quando a ira de Deus se elevou contra eles, Ele fez cair os mais robustos entre eles e feriu os jovens de Israel.

32Entretanto, apesar de tudo isso, continuaram a pecar e não creram nas suas maravilhas.

33Por isso, fez com que seus dias se dissipassem como um sopro e seus anos acabassem em súbito terror

34Quando os fazia morrer, então o buscavam; arrependidos, procuravam a Deus.

35E lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, seu Redentor.

36Todavia, lisonjeavam-no de boca e com a língua lhe mentiam.

37Porque o coração deles não era sincero para com Ele, nem foram fiéis à Sua aliança.

38Mas ele, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não os destrói; antes, muitas vezes desvia sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.

39Porque se lembrou de que eram apenas carne, um vento que passa e não retorna

40Quantas vezes o provocaram no deserto, e o entristeceram na solidão!

41Tornaram a tentar a Deus, e agravaram o Santo de Israel.

42Não se lembraram do poder de sua mão, nem do dia em que os resgatou do adversário;

43Como operou seus sinais no Egito e suas maravilhas no campo de Zoã;

44Ele converteu os rios deles em sangue, e as suas correntes, para que não pudessem beber.

45Enviou contra eles enxames de moscas que os consumiram e rãs que os destruíram.

46Entregou às lagartas sua colheita e o fruto do seu trabalho aos gafanhotos.

47Destruiu as suas vinhas com saraiva e os seus sicômoros com geada.

48Entregou o gado deles à saraiva e os seus rebanhos aos raios.

49Lançou sobre eles o ardor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, por um bando de anjos maus.

50Preparou o caminho para a sua ira; não poupou as suas almas da morte, mas as entregou à peste.

51E feriu todos os primogênitos do Egito, as primícias da virilidade nas tendas de Cam.

52Fez com que seu povo saísse como ovelhas e os guiou pelo deserto, como um rebanho.

53Ele os conduziu com segurança, de modo que não temeram; mas o mar submergiu os seus inimigos.

54E os levou até à sua terra santa, até este monte que a sua destra adquiriu.

55E expulsou as nações de sua presença, repartindo-as por herança; e fez habitar nas suas tendas as tribos de Israel.

56No entanto, tentaram e provocaram o Deus Altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos.

57Mas se afastaram e agiram traiçoeiramente como seus pais; tornaram-se como um arco enganoso.

58Pois o provocaram à ira com seus altos e o incitaram a zelos com suas imagens esculpidas

59Deus ouviu isso e se indignou; e se aborreceu sobremodo com Israel.

60Desamparou o tabernáculo em Siló, a tenda que havia estabelecido entre os homens.

61E entregou a sua força ao cativeiro e a sua glória nas mãos do adversário.

62E entregou o seu povo à espada e se indignou contra a sua herança.

63O fogo consumiu os seus jovens e as suas moças não tiveram festa de casamento.

64Os seus sacerdotes caíram à espada, e suas viúvas não elevaram lamentações.

65Então, o Senhor despertou como alguém que sai do sono, como um valente que grita excitado pelo vinho;

66E feriu os seus adversários com golpes e os lançou em perpétuo desprezo

67Além disso, rejeitou o tabernáculo de José e não elegeu a tribo de Efraim.

68Escolheu, porém, a tribo de Judá, o monte Sião, que Ele amava.

69E construiu o seu santuário durável como os altos palácios, firme como a terra que estabeleceu para sempre.

70Escolheu também a Davi, seu servo, e o retirou dos campos das ovelhas.

71E o retirou do cuidado das ovelhas e suas crias, para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança.

72Assim os apascentou, de acordo com a integridade do seu coração, e os dirigiu com mãos prudentes.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.