“Agora, eles também quebram todas essas obras entalhadas com machados e martelos.”
— Salmos 74:6 (Almeida Atualizada Livre)
1Ó Deus, por que nos rejeitas para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?
2Lembra-te da tua congregação, que adquiriste desde a antiguidade, da tribo da tua herança que remiste; lembra-te do monte Sião, onde habitaste.
3Levanta os teus passos em direção às ruínas eternas; tudo o que o inimigo tem causado de mal no santuário.
4Os teus inimigos rugem no lugar das tuas congregações e levantam suas próprias insígnias como sinais.
5O povo se assemelha a aqueles que brandem o machado no coração da floresta.
6Agora, eles também quebram todas essas obras entalhadas com machados e martelos.
7Incendiaram o teu santuário; profanaram, arrasando-o até o chão, a morada do teu nome.
8Disseram em seus corações: “Eliminemos todos de uma vez.” Queimaram todos os santuários de Deus na terra.
9Já não vemos os nossos sinais; não há profeta, nem entre nós alguém que saiba até quando isso persistirá.
10Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? O inimigo blasfemará incessantemente o teu nome?
11Por que retiras a mão, sim, a tua destra, e a conservas no teu seio?
12Contudo, Deus, meu Rei, é desde a antiguidade; ele é quem realiza feitos salvadores em toda a terra.
13Tu, com a tua força dividiste o mar; esmagaste as cabeças dos monstros marinhos sobre as águas.
14Espedaçaste as cabeças do leviatã e o deste por alimento aos animais do deserto.
15Tu abriste as fontes e os ribeiros; secaste os rios caudalosos.
16Teu é o dia; e tua é a noite; a luz e o sol, tu os formaste.
17Tu estabeleceste os limites da terra; o verão e o inverno foram feitos por ti.
18Lembra-te disto: o inimigo ultrajou ao SENHOR, e um povo insensato blasfemou o teu nome.
19Não entregues à fera a vida da tua rola, nem te esqueças perpetuamente da vida dos teus aflitos.
20Atende à tua aliança, pois os lugares escuros da terra estão repletos de moradas de violência.
21Não permitas que o oprimido saia envergonhado; que o aflito e o necessitado exaltem o teu nome.
22Levanta-te, ó Deus, defende a tua própria causa; lembra-te de como o insensato te afronta dia após dia.
23Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos, nem do crescente tumulto daqueles que se levantam contra ti.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.