“Livra-me de todas as minhas transgressões; não permitas que eu seja motivo de escárnio para os insensatos.”
— Salmos 39:8 (Almeida Atualizada Livre)
1Disse comigo mesmo: vigilarei meus caminhos para não pecar com a minha língua; colocarei mordaça à minha boca enquanto o ímpio estiver na minha presença.
2Emudeci em silêncio, não disse nada; até mesmo me calei acerca do que era bom, e a minha dor se agravou.
3Ardeu-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava, inflamou-se um fogo; então, disse eu com a minha própria língua.
4Senhor, faz-me conhecer o meu fim e qual é a soma dos meus dias, para que eu entenda a minha fragilidade.
5Eis que fizeste os meus dias como um comprimento de palmo; na Tua presença, o tempo da minha vida é nada. Na verdade, todo homem, por mais firme que seja, é pura vaidade. (Selá)
6Na verdade, o homem passa como uma sombra; em vão se inquieta: acumula riquezas e não sabe quem as levará.
7Agora, Senhor, em quem posso esperar? Tu és a minha esperança.
8Livra-me de todas as minhas transgressões; não permitas que eu seja motivo de escárnio para os insensatos.
9Emudeci; não abro os meus lábios, pois foste tu que o fizeste.
10Retira de sobre mim o teu flagelo; estou enfraquecido pelo golpe da tua mão.
11Quando castigas o homem por causa da iniquidade, com repreensões, fazes com que o que tem de precioso se consuma como traça; assim, todo homem é pura vaidade. (Selá)
12Ouve, Senhor, a minha oração e escuta o meu clamor; não te emudeças diante das minhas lágrimas, pois sou forasteiro na tua presença, peregrino como todos os meus pais.
13Desvia de mim o olhar, Senhor, para que eu possa encontrar alívio; não me deixe partir antes que eu tenha a chance de respirar, antes que eu me vá e deixe de existir.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.