“Adestra as minhas mãos para a batalha de modo que os meus braços rompem um arco de bronze.”
— Salmos 18:34 (Almeida Atualizada Livre)
1Eu te amo, ó Senhor, minha força.
2O Senhor é a minha rocha, o meu lugar forte e o meu libertador; meu Deus, o meu rochedo em quem me refúgio; meu escudo, a força da minha salvação e o meu baluarte.
3Invocarei o Senhor, que é digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos.
4Laços de morte me cercaram, e as torrentes da impiedade me impuseram terror.
5As cadeias do inferno me cercaram, e os laços da morte me surpreenderam.
6Na minha angústia, clamei ao Senhor e pedi socorro ao meu Deus; do Seu templo, Ele ouviu a minha voz, e o meu clamor penetrou os Seus ouvidos.
7Então, a terra se abalou e tremeu; os fundamentos dos montes também vacilaram e se estremeceram, porque Ele se indignou.
8Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu um fogo devorador; dele saíram brasas ardentes.
9Ele curvou os céus e desceu, e a escuridão estava sob seus pés.
10E montou em um querubim e voou, sim, levado rapidamente nas asas do vento
11Fez das trevas o seu manto em que se ocultou; ao seu redor estavam a escuridão das águas e as espessas nuvens dos céus.
12Ao resplendor de sua presença, as nuvens se desfizeram; havia granizo e brasas ardentes.
13O Senhor trovejou nos céus; o Altíssimo levantou a sua voz, acompanhada de granizo e brasas de fogo.
14Lançou suas flechas e dispersou os meus inimigos; multiplicou relâmpagos e os desbaratou.
15Então, se viram as profundezas das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo; pela tua repreensão, Senhor, pelo ímpeto do vento das tuas narinas.
16Ele me estendeu a mão do alto e me tomou; livrou-me das muitas águas.
17Livrou-me de um inimigo e daqueles que me odiavam, pois eram mais poderosos do que eu.
18Eles me cercaram no dia da minha calamidade, mas o Senhor foi o meu refúgio.
19Ele me trouxe a um lugar amplo; livrou-me, porque se agradou de mim.
20O Senhor me recompensou segundo a minha justiça e retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.
21Porque tenho guardado os caminhos do Senhor e não me afastei perversamente do meu Deus.
22Porque todos os seus juízos estão diante de mim, e não rejeitei os seus preceitos.
23Também fui íntegro diante dele e me guardei da minha iniquidade.
24Portanto, o Senhor me retribuiu segundo a minha justiça, conforme a pureza das minhas mãos na Sua presença.
25Com o benigno, tu te mostras benigno; e com o homem íntegro, tu te mostras íntegro;
26Com o puro, te mostrarás puro; e com o perverso, serás inflexível.
27Porque tu livrarás o povo humilde, mas humilharás os olhos altivos.
28Porque fazes brilhar a minha candeia; o Senhor, meu Deus, ilumina as minhas trevas.
29Porque contigo desbarato um batalhão, com o meu Deus salto sobre uma muralha.
30O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam.
31Porque quem é Deus senão o Senhor? E quem é a rocha senão o nosso Deus?
32Deus é quem me reveste de poder e aprimora o meu caminho.
33Ele deu aos meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas.
34Adestra as minhas mãos para a batalha de modo que os meus braços rompem um arco de bronze.
35Também me deste o escudo da tua salvação; a tua direita me sustentou e a tua clemência me engrandeceu.
36Tu alargaste o caminho sob os meus passos, de modo que meus pés não vacilaram.
37Persegui meus inimigos e os alcancei; só voltei após haver dado cabo deles.
38Eu os esmaguei de tal maneira que não puderam se levantar; caíram sob meus pés.
39Pois me cingiste de força para o combate e fizeste cair sob meus pés os que se levantaram contra mim.
40Também me concedeste o pescoço dos meus inimigos, para que eu pudesse exterminar aqueles que me odeiam.
41Clamaram por socorro, mas não havia quem os livrasse; apelaram ao Senhor, mas Ele não lhes respondeu.
42Então os reduzi a pó diante do vento; lancei-os fora como a lama das ruas.
43Livraste-me das contendas do povo e me fizeste cabeça das nações; um povo que não conheci me serviu.
44Ao ouvirem a minha voz, logo me obedecerão; os estrangeiros se mostrarão submissos a mim.
45Os estrangeiros se dissiparão e de suas fortificações sairão espavoridos.
46Vive o SENHOR! Bendito seja o meu rochedo e exaltado seja o Deus da minha salvação.
47É Deus quem executa minha vingança e submete as nações sob meu domínio;
48Ele me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltas acima dos que se levantam contra mim, tu me salvas do homem violento.
49Ó Senhor, por isso eu te glorificarei entre as nações e cantarei louvores ao teu nome.
50Grandes são as vitórias que dá ao teu rei e ele age com benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua descendência para sempre.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.