“Louvarei grandemente ao SENHOR com os meus lábios; louvá-lo-ei no meio da multidão.”
— Salmos 109:30 (Almeida Atualizada Livre)
1Ó Deus, a quem louvo, não te cales!
2Pois a boca dos ímpios e dos enganadores se desatou contra mim; falam contra mim com uma língua mentirosa.
3Cercam-me com palavras odiosas e me atacam sem causa.
4Por causa do meu amor eles se tornam meus adversários; eu, entretanto, oro.
5Retribuíram-me o bem com o mal e o amor com ódio.
6Suscita contra ele um ímpio, e que um acusador esteja à sua direita.
7Quando for julgado, que seja condenado; e que a sua oração seja considerada como pecado.
8Sejam breves os seus dias e que outro tome o seu encargo.
9Fiquem órfãos os seus filhos e viúva a sua esposa.
10Sejam os seus filhos errantes e mendiguem; e sejam expulsos das ruínas de suas casas.
11Que o usurário se apodere de tudo o que possui, e que estranhos saquem o fruto do seu trabalho.
12Não haja ninguém que tenha misericórdia dele, nem haja quem se compadeça de seus órfãos.
13Desapareça a sua descendência e que o seu nome se extinga na próxima geração
14Esteja na lembrança do SENHOR a iniquidade de seus pais, e que o pecado de sua mãe não se apague.
15Seja removida da terra a lembrança deles, e permaneçam sempre diante do Senhor.
16Pois não se lembrou de exercer misericórdia; ao contrário, perseguiu o aflito e o necessitado, assim como o quebrantado de coração, para entregá-los à morte.
17Amou a maldição, que ela o apanhe; e como não quis a bênção, que esta se aparte dele.
18Assim como ele se vestiu de maldição, que ela penetre como água em suas entranhas e como azeite em seus ossos.
19Seja para ele como a vestimenta que o protege e como o cinto que sempre o aperta.
20Seja este o galardão, da parte do SENHOR, para os meus adversários e para aqueles que falam mal contra a minha alma.
21Mas tu, Senhor Deus, age por mim, por amor do teu nome; livra-me, pois é grande a tua misericórdia.
22Pois estou aflito e necessitado, e dentro de mim, meu coração está ferido.
23Desapareço como a sombra que se vai, e sou lançado para longe como um gafanhoto.
24Estou debilitado pelo jejum; meus joelhos vacilam e minha carne vai se esvaindo.
25Tornei-me para eles um alvo de desprezo; ao me verem, balançam a cabeça.
26Socorre-me, Senhor, meu Deus! Salva-me de acordo com a tua misericórdia.
27Para que saibam que isso vem de tua mão, e que tu, Senhor, o fizeste.
28Amaldiçoem-nos, mas tu, abençoa; quando se levantarem, fiquem envergonhados; alegre-se, porém, o teu servo.
29Seus adversários se envolvam em ignomínia e que a própria confusão os cubra como uma túnica.
30Louvarei grandemente ao SENHOR com os meus lábios; louvá-lo-ei no meio da multidão.
31Pois Ele se colocará à direita do necessitado para livrá-lo dos que julgam a sua alma.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.