Salmos 104:8

Almeida Atualizada Livre

Elevam-se os montes, descem os vales, até o lugar que para eles preparaste.

— Salmos 104:8 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Salmos 104

1Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, meu Deus, como tu és magnificente; tu és grandioso; estás sobrevestido de glória e majestade.

2Ele se reveste de luz como um manto; estende os céus como uma cortina.

3Põe nas águas o vigamento de tua morada; faz das nuvens o teu carro e voas nas asas do vento.

4Fazes de teus anjos espíritos e de teus ministros, chamas de fogo.

5Ele lançou os fundamentos da terra, para que ela não vacile em tempo nenhum.

6Tu a cobriste com o abismo como se fosse um vestido; as águas estavam acima das montanhas.

7À tua repreensão fugiram; à voz do teu trovão se retiraram.

8Elevam-se os montes, descem os vales, até o lugar que para eles preparaste.

9Puseste um limite às águas que não ultrapassarão, para que não tornem a cobrir a terra.

10Tu fazes brotar fontes nos vales cujas águas correm entre os montes.

11Dão de beber a todos os animais do campo; os jumentos selvagens matam a sua sede.

12Junto delas, as aves do céu encontrarão seu abrigo e, por entre os ramos entoarão seu canto.

13Ele rega os montes desde sua habitação; a terra se farta do fruto de suas obras.

14Fazes crescer a erva para os animais e as plantas para o serviço do homem, de modo que ele tire da terra o seu pão.

15E o vinho que alegra o coração do homem, o azeite que lhe dá brilho ao rosto, e o pão que sustém suas forças.

16As árvores do SENHOR se fartam de seiva; os cedros do Líbano que Ele plantou.

17Onde as aves fazem seus ninhos; a cegonha por sua vez, habita nos ciprestes.

18Os altos montes são um abrigo para as gazelas, e as rochas, o refúgio das lebres.

19Estabeleceu a lua para indicar os tempos; o sol conhece a hora do seu pôr.

20Tu determinas a escuridão e chega a noite, na qual vagueiam os animais da selva.

21Os filhotes de leão rugem pela presa e buscam de Deus o sustento.

22Nasce o sol, e logo se recolhem, acomodando-se em seus covis.

23Então o homem sai para o seu trabalho e para o seu encargo, até à tarde.

24Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas as fizeste com sabedoria; a terra está repleta das tuas riquezas.

25Eis que este mar é grande e muito espaçoso, onde habitam criaturas incontáveis tanto pequenas como grandes.

26Ali navegam os barcos e o leviatã que criaste para nele se alegrar.

27Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo.

28Se lhes dás, eles o recolhem; se abres a mão, se fartarão de bens.

29Escondes o teu rosto, e eles se perturbam; se lhes tiras a respiração, morrem e voltam ao pó.

30Envias o teu Espírito, e são criados; assim, renova a face da terra.

31A glória do Senhor será eternamente. Que o Senhor se alegre em Suas obras!

32Ao olhar para a terra, ele a faz tremer; ao tocar nas montanhas, logo fumegam

33Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; louvarei ao meu Deus durante toda a minha vida.

34A minha meditação a seu respeito será agradável; eu me alegrarei no Senhor.

35Desapareçam da terra os pecadores, e os ímpios não existam mais. Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Aleluia!

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.