Rute 2:11

Almeida Atualizada Livre

Boaz respondeu e disse: "É verdade que me contaram tudo o que fizeste por tua sogra após a morte de teu marido. Deixaste teu pai e tua mãe e a terra onde nasceste, e vieste para um povo que dantes não conhecias."

— Rute 2:11 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Rute 2

1E Noemi tinha um parente de seu marido, um homem de muitos bens da família de Elimeleque, cujo nome era Boaz.

2E Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanhar espigas atrás daquele que me favorecer. E ela lhe respondeu: Vá, minha filha.

3Ela foi, chegou ao campo e começou a colher espigas atrás dos ceifeiros; e por acaso entrou na parte que pertencia a Boaz, que era da família de Elimeleque.

4Eis que Boaz veio de Belém e disse aos ceifeiros: "O Senhor esteja convosco!" Eles lhe responderam: "O Senhor te abençoe!"

5Então Boaz perguntou ao seu supervisor que estava encarregado dos segadores: "De quem é esta moça?"

6E o jovem encarregado dos ceifadores respondeu: "Esta é a moça moabita que voltou com Noemi da terra de Moabe."

7Ela me disse: "Deixa-me colher espigas e ajuntá-las entre as gavelas após os segadores." Assim, ela veio e desde a manhã está aqui até agora, exceto por um breve período em que ficou na choça.

8Boaz disse a Rute: "Ouve, minha filha, não vá colher em outro campo, nem tampouco passes daqui; mas fique perto das minhas servas."

9Os teus olhos estarão atentos ao campo que estão ceifando, e irás atrás delas; não dei ordem aos moços para que não te toquem? Quando tiveres sede, vai aos vasos e bebe do que os moços tiraram.

10Então, ela se inclinou com o rosto em terra e disse: Por que me favoreces considerando que sou uma estrangeira?

11Boaz respondeu e disse: "É verdade que me contaram tudo o que fizeste por tua sogra após a morte de teu marido. Deixaste teu pai e tua mãe e a terra onde nasceste, e vieste para um povo que dantes não conhecias."

12O Senhor retribua a tua atitude, e que a tua recompensa venha do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas tu buscaste refúgio.

13E disse ela: Que eu encontre favor aos teus olhos, meu senhor, pois me trouxeste conforto e falaste ao coração de tua serva, mesmo não sendo eu uma das tuas empregadas.

14E, já sendo hora de comer, Boaz lhe disse: Achega-te para aqui, e come do pão e molha o teu bocado no vinagre. Ela se assentou ao lado dos segadores, e ele lhe deu grãos tostados de cereais; ela comeu, se fartou e ainda lhe sobejou.

15E, levantando-se para colher, Boaz deu ordem aos seus servos, dizendo: "Deixai-a colher até entre as gavelas, e não a censureis."

16E deixai cair alguns molhos de espigas e deixai-os para que os apanhe, e não a repreendais.

17E ela permaneceu colhendo naquele campo até o final da tarde; em seguida, debulhou o que havia apanhado e obteve quase um efa de cevada.

18E ela o levou à cidade; e sua sogra viu o que havia colhido. Também retirou e deu a ela o que sobrou depois de se fartar.

19Então, sua sogra lhe perguntou: Onde colheste hoje? Onde trabalhaste? Bendito seja aquele que te acolheu favoravelmente! E Rute contou à sua sogra onde havia trabalhado e disse: O nome do senhor, em cujo campo trabalhei, é Boaz.

20Então Noemi disse à sua nora: "Bendito seja o SENHOR, que ainda não se afastou de mostrar sua bondade nem para com os vivos, nem para com os mortos." E acrescentou Noemi: "Este homem é nosso parente chegado e um de nossos resgatadores."

21E Rute, a moabita, disse: Também me disse: Com os meus jovens te juntarás, até que termine toda a colheita que tenho.

22Então, Noemi disse à sua nora, Rute: É melhor, minha filha, que vás com as servas dele, para que, em outro campo, não te molestem.

23Assim, ela se uniu às servas de Boaz para colher, até que a colheita da cevada e do trigo se completou; e ficou com sua sogra.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.