“Na verdade, sou extremamente insensato e não tenho o entendimento de um homem.”
— Provérbios 30:2 (Almeida Atualizada Livre)
1Palavras de Agur, filho de Jaque, o oráculo. Disse o homem: Fatiguei-me, ó Deus, fatiguei-me, ó Deus, e desfaleci
2Na verdade, sou extremamente insensato e não tenho o entendimento de um homem.
3Não aprendi a sabedoria, nem conheci o conhecimento do Santo.
4Quem subiu ao céu e desceu? Quem prendeu os ventos em seus punhos? Quem amarrou as águas em seu manto? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu Filho, se é que o sabes?
5Toda a palavra de Deus é pura; Ele é um escudo para os que nele confiam.
6Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e te ache mentiroso.
7Duas coisas eu te peço; não as negues a mim antes que eu morra:
8Afasta de mim a vaidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; sustenta-me com o pão que me for necessário.
9Para que, se eu me fartar, te negue e diga: "Quem é o Senhor?" ou, empobrecido, não venha a furtar e profanar o nome de Deus.
10Não faça acusações contra o servo na presença de seu senhor, para que ele não te amaldiçoe e te tornes culpado.
11Há uma geração que amaldiçoa seu pai e que não bendiz sua mãe.
12Há uma geração que se vê pura aos próprios olhos, mas que nunca foi lavada de sua imundícia.
13Há uma geração cujos olhos são altivos e cujas pálpebras estão levantadas
14Há uma geração cujos dentes são espadas e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos e os necessitados entre os homens.
15A sanguessuga tem duas filhas: "Dá, dá!" Estas três coisas nunca se fartam e quatro nunca dizem: "Basta!"
16A sepultura, o ventre estéril, a terra que não se satisfaz com água, e o fogo que nunca diz: "Basta".
17Os olhos que zombam do pai e desprezam a obediência da mãe serão arrancados pelos corvos do ribeiro e consumidos pelos pintainhos da águia.
18Há três coisas que são maravilhosas demais para mim; sim, há quatro que não entendo
19O caminho da águia no céu; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma donzela.
20Assim é o caminho da mulher adúltera: come, limpa a boca e diz: Não cometi maldade.
21Por três coisas a terra estremece, e por quatro, não pode subsistir
22Pelo servo que se torna rei; e pelo insensato que se farta de pão.
23Pela mulher desdenhada ao se casar; e pela serva que fica herdeira de sua senhora.
24Há quatro coisas bem pequenas na terra que, no entanto, são mais sábias que os sábios:
25As formigas são um povo sem força; contudo, no verão, preparam sua comida.
26As lebres, povo sem força contudo, fazem a sua casa nas rochas.
27Os gafanhotos não têm rei; no entanto, todos marcham em bandos e se organizam.
28A aranha se pendura com as mãos e habita nos palácios dos reis.
29Há três que caminham com elegância e quatro que se movem com destreza:
30O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém faz voltar atrás.
31O cavalo de guerra, preparado para a batalha, o bode e o rei a quem ninguém pode se opor.
32Se agiste de forma insensata ao te exaltares, ou se maquinaste o mal, põe a mão sobre a boca.
33Porque o ato de bater o leite produz manteiga, e o ato de torcer o nariz gera sangue, assim também o ato de provocar a ira resulta em contendas.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.