“Vomitarás o que comeste e perderás as tuas doces palavras.”
— Provérbios 23:8 (Almeida Atualizada Livre)
1Quando te sentares à mesa com um governante atenta bem para o que está diante de ti.
2Coloque uma faca na sua garganta, se você é homem glutão.
3Não deseje os manjares delicados pois são alimentos enganadores
4Não te extenues na busca por riquezas; não confies na tua própria sabedoria.
5Não deves fixar os teus olhos naquilo que não tem valor pois certamente a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus.
6Não comas o pão do invejoso, nem cobices os seus delicados manjares
7Porque, como ele imagina em sua alma, assim ele é; ele te dirá: Come e bebe; porém, o seu coração não está contigo.
8Vomitarás o que comeste e perderás as tuas doces palavras.
9Não fale aos ouvidos do insensato, pois ele desprezará a sabedoria de suas palavras.
10Não removas os marcos antigos, nem entres nos campos dos órfãos.
11Porque o seu Vingador é o Todo-Poderoso que pleiteará a sua causa contra você.
12Dedica o coração ao ensino e os ouvidos às palavras do conhecimento.
13Não retires a disciplina da criança, pois, se a fustigares com a vara, isso não a levará à morte.
14Você a fustigará com a vara e livrará sua alma do inferno.
15Filho meu, se o seu coração for sábio, o meu também se alegrará; sim, o meu coração.
16E meu interior se alegrará quando seus lábios falarem coisas retas.
17Não permita que seu coração inveje os pecadores; ao contrário, no temor do SENHOR, persevere todos os dias.
18Porque de fato haverá um bom futuro; a sua esperança não será frustrada.
19Ouça, meu filho, e seja sábio; guie o seu coração retamente pelo caminho.
20Não esteja entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne.
21Porque o beberrão e o comilão cairão em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem.
22Escute o seu pai, que o gerou, e não despreze a sua mãe, quando ela envelhecer.
23Adquira a verdade e não a venda; compre a sabedoria, a instrução e o entendimento.
24O pai do justo se regozijará grandemente, e quem gerar um sábio nele se alegrará.
25Que seu pai e sua mãe se alegrem, e que aquela que o deu à luz se regozije.
26Dê-me, meu filho, o seu coração, e que os seus olhos se alegrem nos meus caminhos.
27Porque a prostituta é uma cova profunda, e a mulher alheia é um poço estreito.
28Ela também é como um salteador que se coloca à espreita e multiplica entre os homens os infiéis.
29Para quem são os ais? Para quem são as tristezas? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem motivo? E para quem, os olhos vermelhos?
30Para aqueles que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
31Não olhe para o vinho quando ele está vermelho, quando brilha no copo e se escoa suavemente.
32No final, ela te morderá como a cobra e te picará como o basilisco.
33Os teus olhos contemplarão coisas esquisitas, e o teu coração pronunciará perversidades.
34E você será como aquele que se deita nas profundezas do mar, ou como o que se deita no alto do mastro.
35Dirás: Espancaram-me, mas não me doeu; bateram-me, mas não percebi. Quando despertarei? Então, retornarei a buscá-lo.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.