Números 22:28

Almeida Atualizada Livre

Então, o Senhor fez a jumenta falar, e ela disse a Balaão: "O que te fiz, que me espancaste já três vezes?"

— Números 22:28 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Números 22

1Os filhos de Israel partiram e acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão, próximo a Jericó.

2Balaque filho de Zipor, observou tudo o que Israel havia realizado contra os amorreus;

3Moabe teve grande medo desse povo, pois eram muitos; e ficou angustiado por causa dos filhos de Israel;

4Então Moabe disse aos anciãos de Midiã: Esta multidão vai devorar tudo ao nosso redor, como o boi devora a erva do campo. Naquele tempo, Balaque, filho de Zipor, era rei dos moabitas.

5Enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio Eufrates, na terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e está morando defronte de mim.

6Vem, pois, agora, eu te imploro, amaldiçoa-me este povo, pois é mais poderoso do que eu; para ver se eu consigo feri-lo e lançá-lo para fora da terra, porque sei que a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.

7Então, os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas foram a Balaão, trazendo consigo o preço dos encantamentos, e lhe relataram as palavras de Balaque.

8Ele lhes disse: Fiquem aqui esta noite, e eu trarei a resposta que o Senhor me der; então, os príncipes dos moabitas permaneceram com Balaão.

9Deus veio a Balaão e disse: Quem são estes homens que estão com você?

10E Balaão respondeu a Deus: Balac, filho de Zipor, rei dos moabitas, me enviou com a seguinte mensagem:

11Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; venha agora, amaldiçoe-me, pois talvez eu possa combatê-lo e expulsá-lo.

12Então, Deus disse a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás este povo, pois ele é um povo abençoado.

13Balaão levantou-se pela manhã e disse aos príncipes de Balac: Voltem para a sua terra, porque o Senhor se recusa a me deixar ir convosco.

14Então, os príncipes de Moabe se levantaram e foram até Balac dizendo: Balaão se negou a vir conosco.

15Então Balac enviou novamente príncipes, em maior número e mais respeitáveis do que os primeiros.

16Então, os mensageiros foram a Balaão e disseram: "Assim diz Balac, filho de Zipor: Peço que você não hesite em vir até mim."

17Porque eu te honrarei grandemente e farei tudo o que me disseres; vem, rogo-te, amaldiçoa-me este povo.

18Balaão respondeu aos mensageiros de Balac: Mesmo que Balac me desse sua casa repleta de prata e ouro, não posso desobedecer ao mandado do Senhor, meu Deus, para realizar qualquer coisa, seja pequena ou grande.

19Agora, portanto, peço que vocês também permaneçam aqui esta noite, para que eu saiba o que mais o Senhor me revelará.

20Então o Senhor veio a Balaão durante a noite e disse-lhe: Se esses homens vieram te chamar, levanta-te e vai com eles; contudo, farás somente o que eu te ordenar.

21Então, Balaão levantou-se pela manhã, arrumou sua jumenta e partiu com os príncipes de Moabe.

22E a ira de Deus se acendeu, porque ele estava indo e o Anjo do SENHOR se colocou no caminho como adversário. Balaão ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus servos o acompanhavam.

23Vendo a jumenta o Anjo do Senhor parado no caminho, com a espada desembainhada na mão, desviou-se do caminho e foi para o campo; então, Balaão espancou a jumenta para que ela voltasse ao caminho.

24Então o Anjo do Senhor posicionou-se em um caminho entre as vinhas, com muros de um lado e do outro.

25Vendo, pois, a jumenta o Anjo do Senhor, virou-se contra a parede e feriu o pé de Balaão; por isso, ele a espancou outra vez.

26Então, o anjo do Senhor avançou ainda mais e se posicionou em um lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar, nem para a direita, nem para a esquerda.

27E, vendo a jumenta o anjo do SENHOR, deixou-se cair debaixo de Balaão; e a ira de Balaão se acendeu e ele espancou a jumenta com a vara.

28Então, o Senhor fez a jumenta falar, e ela disse a Balaão: "O que te fiz, que me espancaste já três vezes?"

29E Balaão respondeu à jumenta: Por que zombaste de mim? Se eu tivesse uma espada na mão agora te mataria.

30A jumenta disse a Balaão: Por acaso não sou eu a sua jumenta, na qual você tem cavalgado desde o dia em que sou sua até hoje? Alguma vez eu agi assim com você? Ele respondeu: Não.

31Então o Senhor abriu os olhos de Balaão, e ele viu o anjo do Senhor que estava no caminho, com a espada desembainhada na mão; por isso, inclinou a cabeça e prostrou-se com o rosto em terra.

32Então, o anjo do Senhor lhe disse: "Por que você espancou sua jumenta três vezes? Eis que venho como teu adversário, porque o teu caminho é perverso diante de mim."

33Mas a jumenta me viu e já se desviou de diante de mim três vezes. Se não tivesse se desviado com certeza eu já teria te matado e a ela deixado viver.

34Então, Balaão disse ao anjo do Senhor: Pequei, porque não soube que estavas neste caminho para te opores a mim; agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.

35Então o anjo do Senhor disse a Balaão: “Vá com esses homens; mas somente a palavra que eu lhe disser, essa você pronunciará.” E assim, Balaão seguiu com os príncipes de Balac.

36Quando Balac ouviu que Balaão havia chegado, saiu ao seu encontro até a cidade de Moabe, que está nos limites do Arnon, na fronteira mais distante.

37Balac disse a Balaão: Não te enviei eu a chamar-te com grande urgência? Por que não vieste a mim? Não posso, de fato, honrar-te?

38Então Balaão disse a Balac: "Eis-me aqui diante de você; posso acaso dizer algo? A palavra que Deus colocar na minha boca, essa falarei."

39E Balaão acompanhou Balac e chegaram a Quiriate-Huzote.

40Então, Balaque sacrificou bois e ovelhas e os enviou a Balaão, juntamente com os príncipes que o acompanhavam.

41E, pela manhã, Balaque levou Balaão ao alto de Bamote-Baal, e de lá, viu a porção mais próxima do povo.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.