Neemias 2:7

Almeida Atualizada Livre

Disse ainda ao rei: Se ao rei parecer bem, conceda-me cartas para os governadores além do Eufrates, para que me permitam passar até Judá.

— Neemias 2:7 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Neemias 2

1Sucedeu que, no mês de Nisã, no vigésimo ano do rei Artaxerxes, estando o vinho diante dele, tomei-o e dei-lho; mas nunca antes estivera triste diante dele.

2E o rei me perguntou: "Por que está triste o seu rosto, se não está doente? Isso é apenas tristeza do coração." Então, temi sobremaneira.

3E disse ao rei: Que o rei viva para sempre! Como poderia eu não estar triste se a cidade, onde estão os sepulcros de meus pais, está assolada e suas portas foram consumidas pelo fogo?

4O rei me perguntou: "O que você deseja pedir agora?" Então, eu orei ao Deus dos céus.

5E disse ao rei: Se é do agrado do rei e se o teu servo encontrar mercê em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique.

6E o rei me perguntou, com a rainha ao seu lado: "Quanto tempo levará a sua ausência e quando você retornará?" E o rei concordou em me enviar e eu estabeleci um prazo.

7Disse ainda ao rei: Se ao rei parecer bem, conceda-me cartas para os governadores além do Eufrates, para que me permitam passar até Judá.

8E também uma carta para Asafe, guarda das matas do rei, solicitando que me dê madeira para as vigas das portas da cidadela, para os muros da cidade e para a casa em que deverei alojar-me. E o rei me concedeu, pois a boa mão do meu Deus estava comigo.

9Então, fui até os governadores além do Eufrates e lhes entreguei as cartas do rei, pois o rei tinha enviado comigo oficiais do exército e cavaleiros.

10Ao ouvir isso, Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, ficaram bastante irritados, pois alguém estava buscando o bem dos filhos de Israel.

11Cheguei a Jerusalém, onde permaneci por três dias.

12E à noite levantei-me, acompanhado de alguns homens; não revelei a ninguém o que o meu Deus havia colocado em meu coração para fazer em Jerusalém. Não havia comigo nenhum animal, exceto aquele em que eu montava.

13E, à noite, saí pela porta do Vale, em direção à fonte do Dragão e à porta do Monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam assolados, cujas portas haviam sido consumidas pelo fogo.

14Passei pela Porta da Fonte e pelo açude do rei; mas não havia espaço por onde o animal que eu montava pudesse passar.

15Então, à noite subi pelo ribeiro e contemplei os muros; depois voltei, entrei pela Porta do Vale e tornei para casa.

16Os magistrados não sabiam para onde eu tinha ido nem o que eu estava fazendo, pois até aquele momento não havia declarado nada a nenhum dos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos outros que estavam envolvidos na obra.

17Então lhes disse: Vocês estão vendo a miséria em que nos encontramos; Jerusalém está assolada e suas portas, queimadas. Venham pois, e reedifiquemos os muros de Jerusalém, para que não sejamos mais um opróbrio.

18Então lhes declarei como a boa mão do meu Deus estivera comigo e também as palavras que o rei me dissera. Eles responderam: "Levantemo-nos e reconstruamos!" E se dispuseram para a boa obra.

19Mas Sanballate, o horonita, Tobias, o servo amonita, e Gesém, o árabe, ao ouvirem isso, zombaram de nós e nos desprezaram, dizendo: "Que é isso que estão fazendo? Querem se rebelar contra o rei?"

20Então lhes respondi: O Deus dos céus nos concederá bom êxito; nós, seus servos, nos levantaremos e reconstruiremos. Vocês, porém, não têm parte, nem direito, nem recordação em Jerusalém.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.