Mateus 27:45

Almeida Atualizada Livre

E a partir da sexta hora, trevas cobriram toda a terra até a nona hora.

— Mateus 27:45 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Mateus 27

1Ao amanhecer, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho contra Jesus, para matá-lo.

2E, prendendo-o, levaram-no e o entregaram ao governador Pôncio Pilatos.

3Então, Judas, aquele que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo:

4"Eu pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, responderam: 'Que nos importa? Isso é contigo. A responsabilidade é sua.'"

5E ele, lançando as moedas de prata no santuário, retirou-se e foi enforcar-se.

6Os principais sacerdotes, ao receberem as moedas de prata, disseram: Não é lícito depositá-las no cofre das ofertas, pois são o preço de sangue.

7E, após deliberarem, compraram com esse dinheiro o campo do oleiro, para ser um cemitério de forasteiros.

8Por isso, esse campo tem sido chamado, até o dia de hoje, de Campo de Sangue.

9Então se cumpriu o que foi dito por intermédio do profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, o preço pelo qual foi estimado aquele a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram;

10E utilizaram o dinheiro para adquirir o campo do oleiro, conforme o Senhor havia ordenado.

11Jesus estava em pé diante do governador, e este o interrogou, dizendo: Você é o rei dos judeus? Jesus respondeu: Você o diz.

12E, sendo acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.

13Então, Pilatos lhe perguntou: Você não ouve quantas acusações lhe fazem?

14E ele não respondeu uma só palavra, o que fez com que o governador se admirasse grandemente.

15Na ocasião da festa, o governador costumava soltar um dos prisioneiros, conforme a vontade do povo.

16Naquela ocasião, havia um prisioneiro muito conhecido, chamado Barrabás.

17Reunido o povo, Pilatos lhes perguntou: A quem quereis que eu solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?

18Porque sabia que o haviam entregado por inveja e ciúmes.

19E, enquanto ele estava no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: "Não te envolvas com esse justo; pois hoje sofri muito em sonho por causa dele."

20Mas os principais sacerdotes e os anciãos convenceram a multidão a pedir Barrabás e a solicitar a morte de Jesus.

21E, respondendo o governador, disse-lhes: Qual dos dois vocês desejam que eu solte? E eles responderam: Barrabás!

22Pilatos lhes perguntou: "O que farei, então, com Jesus, chamado Cristo?" Todos responderam: "Que seja crucificado!"

23Mas clamavam ainda mais, dizendo: Seja crucificado!

24Então Pilatos, percebendo que nada aproveitava e que o tumulto aumentava, mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse: "Sou inocente do sangue deste justo; a responsabilidade recai sobre vocês."

25E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o sangue dele e sobre nossos filhos!

26Então, soltou-lhes Barrabás; e, após tê-lo açoitado, entregou Jesus para ser crucificado.

27Então, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram ao redor dele toda a coorte.

28E, despindo-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate;

29E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-na na cabeça dele e, em sua mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus!

30E, cuspindo nele, tomaram o caniço e batiam-lhe na cabeça.

31Depois de o terem zombado, tiraram-lhe a capa, vestiram-no com suas próprias roupas e, em seguida, levaram-no para ser crucificado.

32E, ao saírem, encontraram um homem cireneu, chamado Simão; a quem obrigaram a carregar sua cruz.

33E, ao chegar ao lugar chamado Gólgota, que significa "Lugar da Caveira",

34Deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.

35E, depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, lançando sortes; assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si os meus vestidos e sobre a minha túnica lançaram sortes.

36E, assentados ali, guardavam.

37E puseram acima da sua cabeça a inscrição da acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.

38Foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.

39E os que passavam o insultavam, meneando a cabeça e dizendo:

40E diziam: Você, que destrói o santuário e o reconstrói em três dias, salve-se a si mesmo, se é Filho de Deus, desça da cruz.

41E da mesma forma, os principais sacerdotes, juntamente com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam:

42Salvou outros, mas a si mesmo não pode salvar-se. Se é rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele.

43Confiou em Deus; que o livre agora, se, de fato, lhe quer bem; pois ele disse: Sou Filho de Deus.

44Igualmente, os ladrões que haviam sido crucificados com ele também o insultavam.

45E a partir da sexta hora, trevas cobriram toda a terra até a nona hora.

46Por volta da hora nona, Jesus exclamou em alta voz: "Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?

47E alguns dos que estavam ali, ouvindo isso, diziam: "Ele está chamando por Elias."

48E, imediatamente, um deles correu a buscar uma esponja e, embebendo-a em vinagre e colocando-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber.

49Os outros, porém, diziam: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo.

50E Jesus, gritando novamente com grande voz, entregou o espírito.

51Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, e as rochas se fenderam.

52E os sepulcros se abriram e muitos corpos de santos, que dormiam, foram ressuscitados.

53E, saindo dos sepulcros após a ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.

54E o centurião e os que estavam com ele guardando a Jesus, ao perceberem o terremoto e tudo o que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram: Verdadeiramente, este era o Filho de Deus.

55Estavam ali muitas mulheres observando de longe, que haviam seguido a Jesus desde a Galileia para servi-lo.

56Entre as quais estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mulher de Zebedeu.

57Ao cair da tarde, aproximou-se um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus.

58Ele se apresentou a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos ordenou que lhe fosse entregue.

59José, tomando o corpo, envolveu-o em um pano limpo de linho.

60E o colocou em seu túmulo novo, que havia sido aberto na rocha, e, ao rolar uma grande pedra para a entrada do sepulcro, retirou-se.

61Estavam ali sentadas em frente ao sepulcro Maria Madalena e a outra Maria.

62No dia seguinte, que é após a preparação, os principais sacerdotes e os fariseus se reuniram e, dirigindo-se a Pilatos,

63Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto estava vivo, disse: Depois de três dias ressuscitarei.

64Portanto, ordene que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para não suceder que os discípulos venham à noite e o levem, dizendo ao povo: "Ressuscitou dos mortos"; assim, o último engano será pior do que o primeiro.

65E Pilatos lhes disse: Aí tendes soldados; vão e guardem o sepulcro como acharem melhor.

66E, indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.