“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos;”
— Mateus 25:41 (Almeida Atualizada Livre)
1Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando suas lâmpadas, saíram para encontrar-se com o noivo.
2Cinco delas eram néscias, e cinco prudentes.
3As insensatas, ao pegarem suas lâmpadas, não levaram azeite com elas;
4As prudentes, porém, levaram azeite em suas vasilhas, além das lâmpadas.
5Enquanto o noivo se atrasava, todas começaram a cochilar e a adormecer
6Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: "Eis o noivo! Saí ao seu encontro!"
7Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas.
8As néscias disseram às prudentes: "Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando."
9As prudentes responderam: "Não, para que não nos falte a nós e a vós outras; vão antes aos que o vendem e comprem para si mesmas."
10E, enquanto elas saíam para comprar, chegou o noivo; e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas, e a porta se fechou.
11E, depois, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta!
12E ele, respondendo disse: Em verdade, digo-vos que não vos conheço.
13Portanto, mantenham-se alertas, pois vocês não sabem o dia nem a hora em que o Filho do Homem retornará.
14Pois é como um homem que, ao se ausentar do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens;
15A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.
16E, tendo partido, o que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco talentos.
17Igualmente, o que havia recebido dois talentos ganhou outros dois.
18Mas o que recebeu um talento, saiu, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.
19Depois de muito tempo, o senhor daqueles servos voltou e ajustou contas com eles.
20Então, aproximou-se aquele que recebera cinco talentos e entregou-lhe outros cinco, dizendo: "Senhor, você me confiou cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei."
21Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
22E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.
23Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
24Ao chegar o que havia recebido um talento disse: Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste.
25Tive receio e escondi o seu talento na terra; aqui está o que é seu.
26O senhor, porém, respondeu: Servo mau e negligente! Você sabia que eu ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?
27Por isso, era necessário que você entregasse o meu dinheiro aos banqueiros, e ao voltar, eu receberia com os juros.
28Tirem-lhe, portanto, o talento e deem-no àquele que possui dez.
29Porque a todo aquele que tem, será dado, e ele terá em abundância; mas ao que não tem, até o que possui lhe será tirado.
30Lançai, portanto, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.
31Quando o Filho do Homem vier em sua majestade, e todos os seus anjos com ele, então se assentará no trono de sua glória;
32E todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos bodes.
33E colocará as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: Venham, benditos de meu Pai! Entrem na posse do reino que lhes foi preparado desde a fundação do mundo.
35Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era estrangeiro, e me hospedastes;
36Estava nu, e me vestistes; estive enfermo, e me visitastes; estive preso, e fostes me ver.
37Então, os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome e te alimentamos? Ou com sede e te oferecemos de beber?
38E quando te vimos como forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?
39E quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?
40E o Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
41Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos;
42Pois tive fome e não me destes o que comer; tive sede e não me destes de beber;
43Sendo forasteiro, não me acolhestes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não viestes visitar-me.
44Então, eles também lhe perguntarão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou como forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou preso, e não te assistimos?
45Então, ele lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequenos, a mim não o fizestes.
46E estes irão para o castigo eterno, mas os justos, para a vida eterna.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.