Mateus 18:21

Almeida Atualizada Livre

Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?

— Mateus 18:21 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Mateus 18

1Naquela hora, os discípulos se aproximaram de Jesus e perguntaram: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?

2E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles.

3E disse: Em verdade, digo a vocês que, se não se converterem e não se tornarem como crianças, de maneira alguma entrarão no reino dos céus.

4Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior entre os que estão no reino dos céus.

5E quem receber uma criança, assim como esta, em meu nome, a mim me recebe.

6Mas quem fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria que lhe pendurassem ao pescoço uma grande pedra de moinho e que fosse afogado nas profundezas do mar.

7Ai do mundo por causa dos escândalos! É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem por meio de quem o escândalo vem!

8Portanto, se a sua mão ou o seu pé o faz tropeçar, corte-o e jogue-o fora de você; é melhor entrar na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno.

9E, se um dos teus olhos te fizer pecar, arranca-o e joga-o longe de ti. É melhor entrar na vida com um olho só do que, tendo dois, ser lançado no inferno de fogo.

10Vejam, não menosprezem nenhum destes pequeninos, pois eu lhes digo que os seus anjos nos céus veem continuamente a face de meu Pai celeste.

11Porque o Filho do Homem veio para salvar o que estava perdido.

12O que vocês acham? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará ele as noventa e nove nos montes e irá à procura da que se extraviou?

13E, se a encontra, em verdade digo a vocês que ele tem maior prazer por ela do que pelas noventa e nove que não se extraviaram.

14Assim também não é da vontade do seu Pai celeste que está nos céus que um só desses pequeninos se perca.

15Se o seu irmão pecar contra você, vá e argua-o a sós. Se ele o ouvir, você ganhou o seu irmão.

16Se ele, porém, não o ouvir, leve ainda com você uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda a palavra seja confirmada.

17Se ele não atender, diga à igreja; e, se também não ouvir a igreja, considere-o como um gentio e um publicano.

18Em verdade, eu lhes digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.

19Em verdade, também vos digo que, se dois dentre vós, na terra, concordarem sobre qualquer coisa que, porventura, pedirem, isso lhes será concedido por meu Pai, que está nos céus.

20Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali eu estarei no meio deles.

21Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?

22Jesus lhe respondeu: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

23Por isso, o reino dos céus é semelhante a um certo rei que decidiu ajustar contas com os seus servos;

24E, passando a fazer contas, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.

25E, não tendo ele com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido, juntamente com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para que a dívida fosse paga.

26Então, aquele servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e eu te pagarei tudo.

27Então o senhor daquele servo, movido de compaixão, o dispensou e perdoou a dívida.

28Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves.

29Então, o seu companheiro, prostrando-se aos seus pés, implorava-lhe, dizendo: Sê paciente comigo, e eu te pagarei tudo.

30Ele, entretanto, não quis; antes, afastando-se, lançou-o na prisão, até que saldasse a dívida.

31Ao ver o que havia ocorrido, seus companheiros ficaram muito tristes e foram relatar ao seu senhor tudo o que tinha se passado.

32Então o seu senhor, chamando-o, disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste.

33Não deverias ter compaixão do teu conservo, assim como eu também me compadeci de ti?

34E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.

35Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um ao seu irmão as suas ofensas.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.