“Partindo Jesus dali, retirou-se para a região de Tiro e Sidon.”
— Mateus 15:21 (Almeida Atualizada Livre)
1Então, alguns fariseus e escribas de Jerusalém vieram até Jesus e perguntaram:
2Por que os teus discípulos transgridem a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem.
3Ele, porém, respondeu-lhes: Por que vocês também transgridem o mandamento de Deus em razão da sua tradição?
4Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser a seu pai ou a sua mãe será punido com morte.
5Mas vocês dizem: Se alguém disser ao pai ou à mãe: É uma oferta ao Senhor o que poderia te beneficiar, fica desobrigado. Esse não honrará de modo algum seu pai ou sua mãe.
6Assim, por causa da sua tradição, vocês invalidaram a palavra de Deus e não honrarão a seu pai ou a sua mãe.
7Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo:
8Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
9Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
10E, convocando a multidão, disse-lhes: Prestem atenção e entendam.
11O que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca; isto, sim, contamina o homem.
12Então, os discípulos se aproximaram dele e disseram: Sabes que os fariseus, ao ouvirem tua palavra, se escandalizaram?
13Ele, porém, respondendo disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.
14Deixem-nos; são cegos, guias de cegos. Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.
15Então, Pedro, assumindo a palavra, disse: Explica-nos a parábola.
16Jesus, porém, disse: Vós ainda não compreendeis?
17Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e, depois, é lançado em lugar oculto?
18Mas o que sai da boca provém do coração, e é isso que contamina o homem.
19Porque do coração vêm os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
20Estas são as coisas que tornam o homem impuro; no entanto, comer sem lavar as mãos não o torna impuro.
21Partindo Jesus dali, retirou-se para a região de Tiro e Sidon.
22Eis que uma mulher cananeia, que viera daquelas regiões, clamou dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada.
23Mas ele não lhe respondeu nada. E os seus discípulos se aproximaram dele, dizendo: Manda-a embora, pois ela vem clamando atrás de nós.
24Ele, porém, respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
25Então ela se aproximou, prostrou-se diante dele e disse: Senhor, socorre-me!
26Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.
27Ela, contudo, respondeu: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.
28Então, Jesus respondeu: "Mulher, grande é a tua fé! Que seja feito conforme desejas." E, desde aquele instante, sua filha ficou sã.
29E Jesus, saindo dali, foi para a beira do mar da Galileia; e, subindo a um monte, assentou-se ali.
30E muitas multidões vieram a ele, trazendo coxos, cegos, mudos, aleijados e outros muitos; e os colocaram aos pés de Jesus, e ele os curou.
31De tal modo que a multidão se maravilhou ao ver os mudos falando, os aleijados recuperando a saúde, os coxos caminhando e os cegos enxergando. Então, glorificavam ao Deus de Israel.
32E Jesus, chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não têm o que comer; não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam pelo caminho.
33E os seus discípulos lhe disseram: De onde poderiam vir, neste deserto, tantos pães para saciar uma multidão tão grande?
34E Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes? E eles responderam: Sete e alguns peixinhos.
35Então, mandou que o povo se acomodasse no chão.
36E, tomando os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os e os entregou aos discípulos, e estes os distribuíram à multidão.
37E todos comeram e se fartaram; e juntaram o que sobrou dos pedaços, reunindo sete cestos cheios.
38Eram quatro mil homens os que comeram, além de mulheres e crianças.
39Após despedir as multidões entrou no barco e seguiu para a região de Magadã.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.