“Por isso, fez um juramento de lhe conceder tudo o que pedisse.”
— Mateus 14:7 (Almeida Atualizada Livre)
1Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu a fama de Jesus.
2E disse aos que o serviam: Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e, por isso, nele operam forças miraculosas.
3Porque Herodes, tendo preso e atado a João, o amarrara e o encerrara no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão;
4Porque João lhe dissera: Não te é lícito tê-la.
5E, desejando matá-lo, temia o povo, pois o viam como um profeta.
6Mas, ao chegar o dia natalício de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos e agradou a Herodes.
7Por isso, fez um juramento de lhe conceder tudo o que pedisse.
8E ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, aqui, em um prato, a cabeça de João Batista.
9E o rei ficou aflito, mas, em razão do juramento e dos que estavam com ele, determinou que lha dessem.
10E deu ordens para decapitar João na prisão
11E a cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, que a levou à sua mãe.
12E os seus discípulos chegaram, levaram o corpo e o sepultaram; depois, foram anunciá-lo a Jesus.
13E Jesus, ao ouvir isso, retirou-se dali em um barco para um lugar deserto, à parte; e, ao saberem disso, as multidões vieram a pé das cidades para segui-lo
14E Jesus, ao desembarcar, viu uma grande multidão e teve grande compaixão por ela, curando os seus enfermos.
15Ao cair da noite, os discípulos se aproximaram dele e disseram: Este lugar é deserto, e a hora já está adiantada; despede as multidões, para que possam ir aos povoados e comprar para si o que comer.
16Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; vocês mesmos lhes deem de comer.
17Eles, então, responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
18Trazei-os para cá.
19E, mandando que a multidão se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, partiu os pães e os deu aos discípulos, e estes, às multidões.
20Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios.
21E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.
22Imediatamente, Jesus pediu aos seus discípulos que embarcassem e fossem à sua frente para o outro lado, enquanto despedia as multidões.
23Despedindo as multidões, subiu ao monte para orar sozinho. Ao cair da tarde, lá estava ele, só.
24E o barco já estava distante da terra, sendo açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
25Nas primeiras horas da madrugada, Jesus se aproximou deles, caminhando sobre o mar.
26E os discípulos, ao vê-Lo caminhando sobre as águas, ficaram aterrados e disseram: "É um fantasma!" E, tomados de medo, gritaram.
27Jesus, porém, falou imediatamente, dizendo: Tenham bom ânimo! Sou eu. Não tenham temor!
28Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas.
29Ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas e foi ter com Jesus.
30Mas, ao perceber a força do vento, ficou com medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me!
31E, imediatamente, Jesus estendeu a mão, segurou-o e disse: Homem de pouca fé, por que duvidaste?
32E, ao subirem para o barco, o vento se aquietou.
33Então, os que estavam no barco se aproximaram dele e o adoraram, dizendo: "Verdadeiramente, és o Filho de Deus."
34Ao atravessarem para o outro lado, chegaram à terra de Genesaré.
35E, quando os homens daquela região o reconheceram, enviaram mensageiros a todas as áreas circunvizinhas e trouxeram-lhe todos os enfermos.
36E lhe pediam que, ao menos, pudessem tocar na orla de seu manto e todos os que tocavam ficavam sãos.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.