Marcos 9:41

Almeida Atualizada Livre

Porque aquele que vos der de beber um copo de água em meu nome, por serdes discípulos de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa.

— Marcos 9:41 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Marcos 9

1Disse-lhes também: Em verdade, eu lhes afirmo que alguns dos que estão aqui não experimentarão a morte até que vejam o Reino de Deus chegando com poder.

2Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou, sós, à parte, a um alto monte; e se transfigurou diante deles;

3E suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas, como nenhum lavandeiro na terra poderia alvejar.

4E apareceram-lhes Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus.

5Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: "Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma será tua, outra para Moisés, e outra para Elias."

6Pois não sabia o que dizer, porque estavam aterrorizados.

7E uma nuvem os envolveu, e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi.

8E, ao olharem ao redor, não viram mais ninguém, senão Jesus, com eles.

9E, ao descerem do monte, Jesus lhes ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos.

10E eles mantiveram a questão entre si, perguntando uns aos outros o que significaria ressuscitar dentre os mortos.

11E perguntaram-lhe: Por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?

12Em verdade, Elias virá primeiro e restaurará todas as coisas; e, conforme está escrito sobre o Filho do Homem, é necessário que ele sofra muitas coisas e seja desprezado.

13Digo a vocês, porém, que Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que desejaram, conforme está escrito a seu respeito.

14E, ao se aproximar dos discípulos, viu uma numerosa multidão ao redor e alguns escribas discutindo com eles.

15E logo toda a multidão, ao vê-lo, ficou espantada e, correndo até ele, o saudou.

16E ele perguntou aos escribas: Sobre o que estais discutindo com eles?

17Um homem da multidão respondeu: Mestre, trouxe-te meu filho, que está possesso de um espírito mudo.

18E, onde quer que o encontre, o derruba por terra; ele espuma, rilha os dentes e vai se debilitando. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas não conseguiram.

19Respondendo, Jesus disse: Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando ainda terei que suportá-los? Trazei-mo.

20E o trouxeram até Ele; e, ao vê-Lo, o espírito o agitou com violência, e ele caiu por terra, contorcendo-se e espumando.

21E perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isso lhe acontece? E ele respondeu: Desde a infância.

22E muitas vezes ele o lançou no fogo e na água para matá-lo; mas, se podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.

23Jesus respondeu-lhe: Se podes! Tudo é possível para o que crê.

24Imediatamente, o pai do menino exclamou, chorando: Eu creio! Senhor, ajuda-me na minha falta de fé!

25E Jesus, vendo que a multidão se aproximava, exortou o espírito imundo, dizendo: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele.

26E, clamando e agitando-o intensamente, o espírito saiu; o menino ficou como se estivesse morto, de modo que muitos diziam que ele havia morrido.

27Mas Jesus, segurando-o pela mão, o levantou, e ele se pôs de pé.

28E, quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não conseguimos nós expulsá-lo?

29E respondeu-lhes: Esta espécie só pode sair por meio de oração e jejum.

30E, ao sair de lá, passavam pela Galileia, e não queria que ninguém o soubesse;

31Porque ensinava os seus discípulos e lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias após a sua morte, ressuscitará.

32Eles, contudo, não compreendiam aquilo e temiam perguntar-lhe.

33Chegando a Cafarnaum, ao entrar em casa, perguntou-lhes: Sobre o que vocês estavam conversando pelo caminho?

34Mas eles permaneceram em silêncio, pois no caminho haviam debatido entre si sobre quem era o maior.

35E ele, assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quiser ser o primeiro, será o último de todos e servo de todos.

36Trazendo uma criança, colocou-a no meio deles e, segurando-a nos braços, disse-lhes:

37Quem receber uma dessas crianças em meu nome, me recebe; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também está recebendo aquele que me enviou.

38João respondeu: Mestre, vimos alguém que, em teu nome, expulsava demônios, mas não é um de nossos seguidores; por isso, o proibimos, pois não está entre nós.

39Jesus, porém, respondeu: Não os impeçam, pois ninguém que realiza milagres em meu nome pode, em seguida, falar mal de mim.

40Porque quem não está contra nós está a nosso favor.

41Porque aquele que vos der de beber um copo de água em meu nome, por serdes discípulos de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa.

42E quem fizer tropeçar um destes pequeninos crentes que creem em mim, seria melhor para ele que lhe pendurassem ao pescoço uma grande pedra de moinho e o lançassem ao mar.

43E, se a tua mão te faz tropeçar, corta-a; pois é melhor entrar na vida do que, tendo as duas mãos, ser lançado no inferno, no fogo inextinguível.

44Onde o verme deles não morre e o fogo nunca se apaga.

45E, se o teu pé te faz tropeçar, corta-o; é melhor entrar manco na vida do que, tendo os dois pés, ser lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga.

46Onde o verme deles não morre e o fogo nunca se apaga.

47E, se um dos teus olhos te leva a pecar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com apenas um dos teus olhos do que, tendo os dois, seres lançado no inferno.

48Onde o verme deles não morre e o fogo nunca se apaga.

49Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal.

50Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, como poderá recuperar seu sabor? Tenham sal entre vocês e mantenham paz uns com os outros.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.