“E, arrancando um gemido do íntimo de seu espírito, disse: Por que esta geração pede um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não se lhe dará sinal algum.”
— Marcos 8:12 (Almeida Atualizada Livre)
1Nos dias em que se reuniu uma grande multidão novamente e não tinha o que comer, Jesus chamou os seus discípulos e lhes disse:
2Tenho compaixão desta multidão, pois já se passaram três dias desde que estão comigo e não têm o que comer.
3E, se eu os enviar para suas casas jejuando, desfalecerão pelo caminho, pois alguns deles vieram de longe.
4Os discípulos lhe responderam: Onde poderá alguém saciar este povo com pão neste deserto?
5Ele perguntou: Quantos pães vocês têm? Eles responderam: Sete.
6E ordenou à multidão que se acomodasse no chão. Tomando os sete pães e, após dar graças, partiu-os e os deu aos seus discípulos, para que os distribuíssem, repartindo entre o povo.
7Tinham também alguns peixinhos; e, abençoando-os, após dar graças, ordenou que estes também fossem distribuídos.
8E comeram e se saciaram; e dos pedaços que sobraram recolheram sete cestos.
9Eram cerca de quatro mil homens que comeram; então, Jesus os despediu.
10Logo a seguir, entrando no barco com seus discípulos, partiu para as regiões de Dalmanuta.
11E, saindo os fariseus, começaram a discutir com ele; e, tentando-o, pediram-lhe um sinal do céu.
12E, arrancando um gemido do íntimo de seu espírito, disse: Por que esta geração pede um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração não se lhe dará sinal algum.
13E, deixando-os para trás, tornou a embarcar e foi para o outro lado.
14E os discípulos se esqueceram de levar pães, e no barco não tinham consigo senão um só.
15E ele os advertiu, dizendo: Cuidado! Fiquem atentos ao fermento dos fariseus e ao fermento de Herodes.
16E discutiam entre si, dizendo: É que não temos pão.
17Jesus, percebendo isso, disse-lhes: Por que estão discutindo sobre a falta de pão? Ainda não entenderam nem compreenderam? O coração de vocês está endurecido?
18Tendo olhos, vocês não veem? E, tendo ouvidos, não ouvem? Não se lembram?
19Quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram? Responderam: Doze!
20E, quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram? E responderam: Sete!
21E ele lhes disse: Por que ainda não compreendeis?
22E chegaram a Betsaida; e trouxeram a ele um cego, solicitando que o tocasse.
23E, pegando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Você vê alguma coisa?
24E, levantando os olhos, respondeu: Vejo os homens, pois os vejo como árvores que caminham.
25Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido e tudo distinguia de modo perfeito.
26E Jesus o enviou de volta para casa, recomendando-lhe: Não entre na aldeia.
27E Jesus saiu com seus discípulos em direção às aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem as pessoas que eu sou?
28Eles responderam: "João Batista"; outros disseram: "Elias"; mas outros afirmaram: "Algum dos profetas."
29E ele lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E Pedro respondeu: Tu és o Cristo.
30E os advertiu para que não falassem a ninguém a seu respeito.
31E começou a lhes ensinar que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e, depois de três dias, ressuscitasse.
32E assim ele expunha isso de maneira clara. Então, Pedro o chamou para um lado e começou a reprová-lo.
33Mas ele, voltando-se e fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Afaste-se de mim, Satanás! Pois tu não cogitas das coisas de Deus, mas apenas das dos homens.
34E, convocando a multidão e os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
35Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, este a salvará.
36Pois, de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro e, entretanto, perder a sua alma?
37Ou o que poderá um homem oferecer em troca da sua alma?
38Porque quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.