Marcos 7:30

Almeida Atualizada Livre

E, ao retornar para casa, encontrou a filha deitada na cama, pois o demônio a deixara.

— Marcos 7:30 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Marcos 7

1E os fariseus e alguns dos escribas, que vinham de Jerusalém, se reuniram a ele.

2E, ao perceber que alguns de seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, sem lavá-las, os censuravam.

3Porque os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos.

4Quando voltam do mercado não comem, a menos que se asperjam. E há muitas outras coisas que se encarregaram de observar, como a lavagem de copos, jarros, utensílios de metal e camas.

5Então os fariseus e os escribas interpelaram-no: Por que os teus discípulos não andam de acordo com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar?

6E ele, respondendo, disse-lhes: Com razão profetizou Isaías a respeito de vocês, hipócritas, como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está distante de mim.

7Em vão porém, me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

8Porque, desconsiderando o mandamento de Deus, vocês seguem a tradição dos homens, como a lavagem de jarros e copos, e praticam muitas outras coisas semelhantes.

9E ele lhes disse: Vocês rejeitam habilmente o mandamento de Deus para guardar a sua própria tradição.

10Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, deve ser morto.

11Mas vocês dizem: Se alguém disser ao pai ou à mãe: O que de mim vocês poderiam aproveitar é Corbã, isto é, oferta para o Senhor,

12E não permitem que ele faça qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe;

13Assim, invalidais a palavra de Deus por causa da vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.

14E, convocando a multidão, disse: Ouçam-me, todos, e entendam.

15Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai do homem é o que o contamina.

16Se alguém possui ouvidos para ouvir, que ouça.

17Ao entrar em casa, após ter deixado a multidão, os seus discípulos o questionaram sobre a parábola.

18E ele lhes disse: Vocês também não compreendem? Não percebem que tudo o que de fora entra no homem não pode contaminá-lo?

19Porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e depois é expelido para um lugar reservado? E, assim, ele considerou puros todos os alimentos.

20O que sai do homem, isso é o que o contamina.

21Porque do interior do coração dos homens procedem os maus desígnios, a infidelidade, a prostituição, os furtos e os homicídios.

22Furtos, avareza, maldade, engano, lascívia, inveja, blasfêmia, soberba e loucura.

23Todo esse mal provém de dentro e contamina o ser humano.

24Levantando-se dali, partiu para a região de Tiro e Sidom. E, ao entrar em uma casa, desejava que ninguém soubesse, mas não conseguiu ocultar-se.

25Porque uma mulher, cuja filhinha estava possessa de espírito imundo, ao ouvir a respeito dele, veio e prostrou-se aos seus pés.

26E essa mulher era grega, de origem siro-fenícia, e suplicava a ele que expulsasse o demônio de sua filha.

27Mas Jesus lhe respondeu: Deixa primeiro que os filhos se saciem, pois não é apropriado tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.

28Ela, porém, respondeu: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.

29Por causa dessa palavra, você pode ir; o demônio já saiu de sua filha.

30E, ao retornar para casa, encontrou a filha deitada na cama, pois o demônio a deixara.

31E ele, retirando-se novamente dos limites de Tiro, foi por Sidom até o mar da Galileia, atravessando o território de Decápolis.

32E trouxeram a ele um surdo e gago que tinha dificuldade para falar, e pediram que impusesse a mão sobre ele.

33E, levando-o à parte, longe da multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e, cuspindo, tocou na língua dele.

34E, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: "Efatá", que quer dizer: "Abre-te"!

35E imediatamente os seus ouvidos se abriram e logo se desfez a prisão da língua, de modo que ele falava desembaraçadamente.

36E ordenou que ninguém dissesse nada a respeito; porém, quanto mais ele proibia, mais eles o espalhavam.

37Sobremaneira, admiravam-se e diziam: “Tudo faz esplendidamente bem; não somente faz ouvir os surdos, mas também faz falar os mudos.”

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.