“Jesus, ouvindo isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me.”
— Lucas 18:22 (Almeida Atualizada Livre)
1E também lhes contou uma parábola sobre a necessidade de orar sempre e nunca desanimar.
2Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum.
3Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que veio até ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário.
4Por algum tempo, ele não quis atendê-la; mas, depois, disse para si mesmo: Embora eu não tema a Deus, nem tenha respeito por homem algum,
5Entretanto, devido à insistência desta viúva eu julgarei a sua causa, para que ela não venha a me molestar
6E disse o Senhor: Ouvi o que diz o juiz injusto. Considerai o que ele diz.
7E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a Ele dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?
8Digo a vocês que, rapidamente, lhes fará justiça. Mas, quando o Filho do Homem vier, encontrará, porventura, fé na terra?
9E também propôs esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos e desprezavam os outros:
10Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um fariseu e o outro, um publicano.
11O fariseu, de pé, orava assim consigo mesmo: "Ó Deus, te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como este publicano."
12Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo o que ganho.
13O publicano, porém, de pé, à distância, não ousava nem sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!
14Eu vos digo que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta a si mesmo será humilhado, mas quem a si mesmo se humilha será exaltado.
15E também traziam crianças para que ele as tocasse; mas os discípulos, vendo isso, as repreendiam.
16Mas Jesus, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixem vir a mim os pequeninos e não os impeçam, pois o reino de Deus pertence aos que são como eles.
17Em verdade, lhes digo: quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele.
18Um homem de destaque perguntou a Jesus: Bom Mestre, o que devo fazer para herdar a vida eterna?
19Jesus lhe respondeu: Por que você me chama bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus.
20Você conhece os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.
21E ele respondeu: Todas essas coisas tenho observado desde a minha juventude.
22Jesus, ouvindo isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me.
23E ele, ao ouvir estas palavras, ficou profundamente triste, pois era extremamente rico.
24E, vendo Jesus que ele ficou muito triste, disse: Quão difícil é para os que possuem riquezas entrar no reino de Deus!
25Pois é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus.
26E os que ouviram isso disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo?
27Ele respondeu: O que é impossível para os homens é possível para Deus.
28Pedro respondeu: Eis que deixamos nossa casa e tudo e te seguimos.
29E ele lhes respondeu: Em verdade, eu lhes digo que ninguém há que tenha deixado sua casa, ou mulher, ou pais, ou irmãos, ou filhos, por causa do reino de Deus,
30que não receba, neste tempo, muito mais, e no mundo por vir, a vida eterna.
31E, chamando os doze, disse-lhes: Eis que estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito pelos profetas se cumprirá a respeito do Filho do Homem.
32Porque será entregue às nações, escarnecido, afrontado e cuspido.
33E, depois de o haverem açoitado, lhe tirarão a vida; mas, ao terceiro dia, ele ressuscitará.
34Eles, porém, não compreendiam nada disso, e o sentido dessas palavras lhes era oculto, de modo que não percebiam o que estava sendo dito.
35Aconteceu que, ao se aproximar de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas.
36E, ouvindo o som da multidão que passava, perguntou o que era aquilo.
37Disseram-lhe que Jesus, o Nazareno, estava a passar
38E ele clamou: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
39E os que passavam adiante o repreendiam para que ficasse em silêncio; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
40Então, Jesus parou e mandou que lho trouxessem. E, ao chegar, perguntou-lhe:
41O que você deseja que eu faça por você? Ele respondeu: Senhor, que eu possa ver novamente.
42E Jesus lhe disse: Recupera a tua visão; a tua fé te salvou.
43E imediatamente ele passou a ver e o seguia, glorificando a Deus. E todo o povo, ao testemunhar isto, dava louvores a Deus.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.