Lucas 16:7

Almeida Atualizada Livre

Disse a outro: E você, quanto deve? Ele respondeu: Cem alqueires de trigo. Ele então disse: Pegue sua conta e escreva oitenta.

— Lucas 16:7 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Lucas 16

1E dizia também aos seus discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador, e este foi denunciado a ele por estar defraudando os seus bens.

2Chamando-o, disse: O que é isso que ouço a seu respeito? Preste contas da sua administração, pois você já não poderá continuar nela.

3E o mordomo refletiu consigo: O que farei, pois meu senhor está retirando minha função? Não posso cavar, e tenho vergonha de mendigar.

4Eu sei o que farei, para que, quando eu for demitido da administração, me recebam em suas casas.

5E, chamando a cada um dos devedores de seu senhor, perguntou ao primeiro: Quanto você deve ao meu patrão?

6Ele respondeu: Cem cados de azeite. Então, disse: "Toma a tua conta, assenta-te depressa e escreve cinquenta."

7Disse a outro: E você, quanto deve? Ele respondeu: Cem alqueires de trigo. Ele então disse: Pegue sua conta e escreva oitenta.

8E o senhor elogiou o mordomo desonesto por ter agido com astúcia, pois os filhos deste mundo são mais habilidosos em sua própria geração do que os filhos da luz.

9E eu vos digo: Façam amigos com as riquezas de origem iníqua, para que, quando estas vos faltarem, eles vos recebam nos tabernáculos eternos.

10Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, igualmente é injusto no muito.

11Então, se vocês não se mostraram fiéis na utilização das riquezas de origem injusta, quem confiará a vocês a verdadeira riqueza?

12E se vocês não forem fiéis no que pertence a outrem, quem lhes dará o que é de vocês?

13Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

14Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isto e o ridicularizavam.

15E disse-lhes: Vós vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; pois o que é elevado entre os homens é abominação diante de Deus.

16A lei e os profetas vigoraram até João; desde então, o evangelho do reino de Deus vem sendo anunciado, e todos se esforçam para entrar nele.

17É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei.

18Quem repudia sua mulher e se casa com outra comete adultério; e aquele que se casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério.

19Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente.

20Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, cheio de chagas, que jazia à porta daquele;

21E desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber suas feridas.

22E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; igualmente morreu também o rico e foi sepultado.

23E no inferno, levantando os olhos em meio a tormentos, viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio.

24Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda Lázaro que molhe a ponta do dedo em água e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

25Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.

26Além disso, está estabelecido um grande abismo entre nós e vós, de modo que aqueles que desejam atravessar daqui para aí não podem, nem os de lá podem passar para cá.

27E ele disse: Por isso, eu te imploro, pai, que o envies à casa de meu pai.

28Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também a este lugar de tormento.

29Abraão lhe respondeu: Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam.

30Mas ele respondeu: Não, pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos fosse até eles, com certeza arrepender-se-ão.

31Abraão, porém, respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que alguém ressuscite dentre os mortos.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.

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