“E, respondendo-lhes disse: Qual de vocês, se seu filho ou seu boi cair em um poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?”
— Lucas 14:5 (Almeida Atualizada Livre)
1Aconteceu que, em um sábado, ao entrar na casa de um dos principais fariseus para comer pão, eis que o estavam observando.
2E eis que diante dele havia um homem com hidropisia
3E Jesus, dirigindo-se aos doutores da Lei e aos fariseus, perguntou-lhes: É lícito curar no sábado?
4Eles, porém, permaneceram em silêncio. Então, Ele o curou e o despediu.
5E, respondendo-lhes disse: Qual de vocês, se seu filho ou seu boi cair em um poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?
6E não conseguiram responder a isso
7Observando como os convidados escolhiam os lugares de destaque, Jesus lhes propôs uma parábola, dizendo:
8Quando alguém for convidado para um casamento, não se assente no lugar de honra, para que não aconteça que, havendo alguém mais digno do que você, também tenha sido convidado.
9E, ao chegar aquele que te convidou, te disser: "Ceda o lugar a este"; então, envergonhado, ocuparás o último lugar.
10Mas, quando você for convidado, vá e assente-se no último lugar, para que, quando aquele que te convidou chegar, te diga: Amigo, assente-se mais para cima. Assim, você receberá honra diante dos demais convidados.
11Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.
12E dizia também ao que o havia convidado: Quando você der um jantar ou uma ceia, não convide seus amigos, nem seus irmãos, nem seus parentes, nem os vizinhos ricos; para que não aconteça que eles, por sua vez, te convidem e essa não seja a sua recompensa.
13Antes, quando der um banquete, chame os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos;
14E você será bem-aventurado, pois não têm com o que recompensá-lo; porém, você receberá a sua recompensa na ressurreição dos justos.
15E ouvindo isso, um dos que estavam à mesa disse-lhe: "Abençoado é aquele que comer pão no reino de Deus."
16Um certo homem preparou uma grande ceia e convidou muitas pessoas.
17À hora da ceia, enviou seu servo para chamar os convidados: Venham, pois tudo já está preparado.
18E todos, em uníssono, começaram a se desculpar. O primeiro disse: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me tenhas por escusado.
19E outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me tenhas por escusado.
20E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir.
21E, ao voltar, aquele servo contou todas as coisas ao seu senhor. Então, o dono da casa, irado, disse ao seu servo: "Saia depressa para as ruas e becos da cidade e traga para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos."
22E o servo disse: Senhor, está cumprido como mandaste, ainda há espaço.
23E disse o senhor ao servo: Vá pelos caminhos e atalhos, e convença todos a entrar, para que a minha casa se encha.
24Porque eu declaro a vocês que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.
25E uma grande multidão o acompanhava; e, voltando-se, ele lhes disse:
26Se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, à sua mãe, à sua mulher, aos seus filhos, aos seus irmãos e irmãs, e até mesmo à sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
27E aquele que não tomar a sua cruz e não me seguir não pode ser meu discípulo.
28Pois qual de vocês, desejando construir uma torre, não se senta primeiro para calcular os custos e verificar se possui os recursos necessários para concluí-la?
29Para que não aconteça que, tendo lançado os alicerces e não conseguindo completá-la, todos os que o virem comecem a zombar dele.
30Dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.
31Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se, com dez mil homens, poderá enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil?
32Caso o outro esteja ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.
33Assim, qualquer um entre vocês que não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo.
34Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com o que será restaurado o seu sabor?
35Nem é útil para a terra, nem para o monturo; é lançado fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.