“E o sacerdote aplicará do azeite que está em sua mão na ponta da orelha direita daquele que deve se purificar, e no polegar da sua mão direita, e no polegar do seu pé direito, sobre o sangue da oferta pela culpa.”
— Levítico 14:28 (Almeida Atualizada Livre)
1Disse, então, o Senhor a Moisés:
2Esta é a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote.
3E o sacerdote sairá do acampamento e, ao examiná-lo, se constatar que a praga da lepra do leproso está curada,
4Então o sacerdote ordenará que, para aquele que deve se purificar, se tomem duas aves vivas e limpas, um pau de cedro, um pedaço de carmesim e um ramo de hissopo.
5O sacerdote ordenará que se degole uma ave em um vaso de barro, sobre águas correntes.
6Tomará a ave viva, o pau de cedro, o estofo carmesim e o hissopo, e os molhará no sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes.
7E, sobre aquele que deve se purificar da lepra, aspergirá sete vezes; então, o declarará limpo e soltará a ave viva para o campo aberto.
8Aquele que precisa se purificar lavará as vestes, rapará todo o cabelo e se banhará com água; assim estará limpo. Depois, entrará no arraial, porém ficará fora da sua tenda por sete dias.
9E, no sétimo dia, ele rapará toda a sua pele, a cabeça, a barba e as sobrancelhas; também rapará todo o pelo. Lavará suas vestes, banhará seu corpo com água e, assim, ficará limpo.
10E, no oitavo dia, tomará dois cordeiros sem defeito, uma cordeira sem defeito, de um ano, e três dízimas de flor de farinha para a oferta de manjares, amassada com azeite, e um sextário de azeite separadamente;
11E o sacerdote que realiza a purificação apresentará ao homem que deve se purificar, junto com essas coisas, perante o Senhor, à porta da tenda da congregação.
12E o sacerdote tomará um dos cordeiros e o oferecerá como oferta pela culpa, juntamente com um pouco de azeite; e os moverá como oferta movida perante o Senhor.
13Então, ele deverá imolar o cordeiro no lugar onde se imola a oferta pela culpa e o holocausto, no lugar santo; porque a oferta pela culpa e a oferta pelo pecado são para o sacerdote; são coisas santíssimas.
14O sacerdote tomará do sangue da oferta pela culpa e o colocará na ponta da orelha direita daquele que deve ser purificado, no polegar da sua mão direita e no polegar do seu pé direito.
15O sacerdote também tomará do sextário de azeite e o derramará na palma da sua própria mão esquerda.
16O sacerdote molhará o dedo direito no azeite que está na mão esquerda e, com o dedo, aspergirá sete vezes perante o SENHOR;
17E o restante do azeite que estiver em sua mão, o sacerdote colocará na ponta da orelha direita daquele que está sendo purificado, no polegar de sua mão direita e no polegar de seu pé direito, sobre o sangue da oferta pela culpa.
18E o restante do azeite que está na mão do sacerdote, ele o colocará sobre a cabeça daquele que está sendo purificado; assim, o sacerdote fará expiação por ele perante o Senhor.
19Então, o sacerdote fará a oferta pelo pecado e expiará aquele que está se purificando da sua imundícia; depois, imolará o holocausto.
20E o sacerdote oferecerá o holocausto e a oferta de manjares sobre o altar; assim, o sacerdote fará expiação por ele, e ele será purificado.
21Porém, se for pobre e suas posses não lhe permitirem oferecer tanto, tomará um cordeiro como oferta pela culpa, para apresentar como oferta movida, e a décima parte de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, como oferta de manjares, e um sextário de azeite.
22E duas rolas ou dois pombinhos, conforme a capacidade de quem fizer a oferta; um deles será para a oferta pelo pecado e o outro, para o holocausto.
23No oitavo dia da sua purificação, trará ao sacerdote à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR.
24E o sacerdote tomará o cordeiro da expiação pela culpa e o sextário de azeite e os moverá como oferta movida perante o Senhor.
25Então o sacerdote imolará o cordeiro da oferta pela culpa, e tomará do sangue da oferta pela culpa, e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito.
26O sacerdote derramará azeite na palma da sua mão esquerda.
27Então, o sacerdote, com o dedo direito, aspergirá do azeite que está na sua mão esquerda, sete vezes perante o Senhor.
28E o sacerdote aplicará do azeite que está em sua mão na ponta da orelha direita daquele que deve se purificar, e no polegar da sua mão direita, e no polegar do seu pé direito, sobre o sangue da oferta pela culpa.
29E o que restar do azeite que está na mão do sacerdote será derramado sobre a cabeça daquele que está se purificando, para fazer expiação por ele perante o Senhor.
30Depois, oferecerá uma das rolas ou um dos pombinhos, conforme suas posses.
31Do que sua mão alcançar, um será para a expiação do pecado e o outro para o holocausto, junto com a oferta de manjares; assim, o sacerdote fará expiação por aquele que está se purificando diante do Senhor.
32Esta é a lei daquele em quem estiver a praga da lepra, cujas posses não lhe permitem o necessário para a sua purificação.
33Disse ainda o Senhor a Moisés e a Arão:
34Quando vocês entrarem na terra de Canaã, que eu lhes darei como possessão, e eu enviar a praga da lepra a alguma casa da terra de sua posse,
35Então virá o proprietário da casa e deverá informar ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há uma praga na minha casa.
36E o sacerdote ordenará que esvaziem a casa antes de sua chegada para examinar a praga, a fim de que nada do que está na casa seja contaminado. Depois, ele virá para verificar a casa.
37E, ao examinar a praga, se nas paredes da casa houver manchas esverdeadas ou avermelhadas que pareçam mais profundas que a própria parede,
38Então, o sacerdote sairá da casa e a cerrará por sete dias.
39Ao sétimo dia, o sacerdote voltará e examinará; se perceber que a praga se espalhou nas paredes da casa,
40Então o sacerdote ordenará que removam as pedras em que se encontra a praga e que as lancem fora da cidade, em um lugar imundo.
41E fará a raspagem do interior da casa ao redor, e o pó que tiver sido raspado será lançado fora da cidade, em um lugar imundo.
42Então, tomarão outras pedras e as colocarão no lugar das primeiras; será usada uma nova argamassa para rebocar a casa.
43Se a praga reaparecer na casa, depois de removidas as pedras, raspada a casa e rebocada novamente,
44Então, o sacerdote entrará e, ao examinar, perceberá que, se a praga se tiver espalhado na casa, há nela lepra maligna; está imunda.
45Então, derribará a casa, suas pedras, sua madeira e todo o reboco; e os levará para fora da cidade, a um lugar imundo.
46E quem entrar naquela casa em qualquer dia em que estiver fechada será considerado imundo até a tarde.
47E aquele que se deitar para descansar naquela casa, lavará suas vestes; e quem comer naquela casa, lavará suas vestes.
48Mas, se o sacerdote entrar novamente e, ao examinar, constatar que a praga na casa não se espalhou depois que foi rebocada, ele declarará a casa limpa, pois a praga está curada.
49Tomará, então, para purificar a casa, duas aves, um tronco de cedro, um pedaço de tecido carmesim e hissopo.
50E imolará uma ave em um vaso de barro sobre águas correntes.
51Então ele pegará um cedro, hissopo, estofo carmesim e uma ave viva, molhará esses elementos no sangue da ave imolada e nas águas correntes e aspergirá a casa sete vezes.
52Assim, a purificação da casa será realizada com o sangue da ave, as águas correntes, a ave viva, o pau de cedro, o hissopo e o estofo carmesim.
53Então, soltará a ave viva para fora da cidade, para o campo aberto; assim, fará expiação pela casa, e esta será limpa.
54Esta é a lei de toda sorte de pragas da lepra e da infecção,
55E da lepra das vestes e das casas,
56E das inflamações das pústulas e das manchas brilhantes,
57Para instruir sobre o que torna algo imundo e o que o torna limpo. Esta é a lei da lepra.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.