“E eu não deveria ter compaixão da grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?”
— Jonas 4:11 (Almeida Atualizada Livre)
1E Jonas ficou extremamente desgostoso com isso e se irou grandemente.
2E orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor! Não foi isso a palavra que eu disse, estando eu ainda na minha terra? Por isso, me antecipei, fugindo para Társis, pois sabia que Tu és Deus clemente, e misericordioso, tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal.
3Por isso, Senhor, eu te peço: tira-me a vida, pois é melhor para mim morrer do que viver.
4E o Senhor disse: É razoável essa tua irritação?
5Jonas saiu da cidade e se acomodou ao oriente dela. Ali fez uma enramada e se sentou debaixo dela, à sombra, aguardando para ver o que aconteceria com a cidade.
6E o Senhor Deus fez surgir uma planta, que subiu sobre a cabeça de Jonas, para lhe dar sombra e aliviar seu desconforto; e Jonas se alegrou imensamente por causa da planta.
7Então Deus, no dia seguinte, enviou um verme, que feriu a planta, fazendo-a secar.
8E aconteceu que, ao nascer o sol, Deus fez soprar um vento oriental quente, e o sol bateu na cabeça de Jonas, de maneira que ele desfalecia, e pediu para si a morte, dizendo: Melhor é para mim morrer do que viver!
9Então, Deus perguntou a Jonas: É justa essa tua ira por causa da planta? Ele respondeu: É justa a minha ira até à morte.
10E o Senhor disse: Você teve compaixão da planta que não lhe custou trabalho, nem a fez crescer, que em uma noite nasceu e em uma noite pereceu;
11E eu não deveria ter compaixão da grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.