João 11:12

Almeida Atualizada Livre

Disseram, então, os discípulos: Senhor, se ele dorme estará salvo.

— João 11:12 (Almeida Atualizada Livre)

Facebook Ler o capítulo
Contexto — João 11

1Estava enfermo Lázaro, de Betânia, a aldeia de Maria e de sua irmã Marta.

2E Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu o Senhor com bálsamo e lhe enxugou os pés com os seus cabelos.

3Mandaram, então, as irmãs de Lázaro dizer: Senhor, está enfermo aquele a quem amas.

4Jesus, ao receber a notícia, disse: Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja glorificado por ela.

5Jesus, de fato, amava Marta, e a sua irmã, e Lázaro.

6Ao saber que Lázaro estava doente, ainda permaneceu dois dias no lugar onde estava.

7Depois disso, disse aos seus discípulos: Vamos mais uma vez para a Judeia.

8Os discípulos disseram-lhe: Mestre, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tu vais voltar para lá?

9Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;

10Se alguém andar à noite, tropeça, pois não há luz nele.

11Isto disse, e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu; mas vou para despertá-lo do sono.

12Disseram, então, os discípulos: Senhor, se ele dorme estará salvo.

13Mas Jesus falava sobre a sua morte; eles, porém, pensavam que se referia ao descanso do sono.

14Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu.

15E estou contente por causa de vocês, pois não estive lá, para que vocês possam crer. Mas vamos até ele.

16Disse, então, Tomé, chamado Dídimo, aos seus condiscípulos: Vamos também nós para morrermos com ele.

17Ao chegar, Jesus encontrou Lázaro sepultado há quatro dias.

18Ora, Betânia situava-se a cerca de quinze estádios perto de Jerusalém.

19E muitos dos judeus tinham ido ter com Marta e Maria para consolá-las a respeito de seu irmão.

20Quando Marta soube que Jesus vinha, foi ao seu encontro; Maria, porém, permaneceu sentada em casa.

21Disse então Marta a Jesus: Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

22Mas também sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus te concederá.

23Jesus lhe declarou: Teu irmão irá ressurgir.

24Marta lhe respondeu: Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia.

25Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.

26E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre. Você crê nisso?

27Disse ela: Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo.

28Após dizer isso, partiu e chamou em particular Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre chegou e te chama.

29Ela, ouvindo isto, levantou-se depressa e foi ter com ele.

30Porque Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas permanecia no lugar onde Marta o havia encontrado.

31Vendo, portanto, os judeus que estavam com Maria em casa e a consolavam que ela se levantou depressa e saiu, seguiram-na, supondo que ela ia ao túmulo para chorar.

32Quando Maria chegou ao lugar onde Jesus estava, ao vê-lo, lançou-se aos seus pés, dizendo: Senhor, se o Senhor estivesse aqui, meu irmão não teria morrido.

33Ao ver Maria chorar e também os judeus que a acompanhavam, Jesus agitou-se no espírito e comoveu-se.

34E perguntou: Onde o colocaram? Disseram-lhe: Senhor, vem e vê!

35Jesus chorou.

36Disseram, portanto, os judeus: "Observem quanto ele o amava."

37E alguns deles objetaram: Não poderia aquele que abriu os olhos ao cego fazer com que este não morresse?

38Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, dirigiu-se ao sepulcro; era uma caverna cuja entrada tinha uma pedra colocada.

39Disse Jesus: Tirem a pedra. Marta, irmã do falecido, respondeu: Senhor, já exala mau odor, pois já se passaram quatro dias.

40Jesus respondeu: "Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?"

41Tiraram, então, a pedra onde estava o morto. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, agradeço-Te porque Me ouviste.

42Eu sei que sempre me ouves, mas falei isso por causa da multidão que está presente, para que creiam que tu me enviaste.

43E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!

44O morto saiu, com as mãos e os pés atados com ataduras, e o rosto envolto em um lenço. Jesus lhes ordenou: "Desatai-o e deixai-o ir."

45Muitos, pois, dos judeus que tinham vindo visitar Maria, ao ver o que Jesus fizera, creram nele.

46Mas alguns deles foram até os fariseus e relataram os feitos que Jesus tinha realizado.

47Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais?

48Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, os romanos virão e tirarão não só o nosso lugar, mas também a própria nação.

49E um deles, chamado Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano, advertiu-os, dizendo: Vocês não sabem de nada.

50Nem percebem que convém que um homem morra pelo povo, para que toda a nação não pereça.

51Ele não disse isso de si mesmo; mas, sendo o sumo sacerdote daquele ano, profetizou que Jesus estava prestes a morrer pela nação.

52E não apenas pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus que andam dispersos.

53Desde aquele dia, passaram a tramar contra ele para matá-lo.

54Jesus, portanto, já não andava publicamente entre os judeus, mas retirou-se para uma região vizinha ao deserto, para uma cidade chamada Efraim; e ali permaneceu com os discípulos.

55E estava próxima a Páscoa dos judeus; e muitos daquela região subiram para Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem.

56Buscavam, portanto, a Jesus e, estando no templo, diziam uns aos outros: "Que vocês acham? Ele não virá à festa?"

57Os principais sacerdotes e os fariseus haviam dado ordens para que, se alguém soubesse onde ele estava, o denunciasse a fim de prendê-lo.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.