Jó 29:3

Almeida Atualizada Livre

Quando fazia brilhar a sua lâmpada sobre a minha cabeça, quando eu, guiado pela sua luz, caminhava nas trevas;

— Jó 29:3 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Jó 29

1E Jó prosseguiu em seu discurso e disse:

2Quem me dera ser como nos meses passados, nos dias em que Deus me guardava!

3Quando fazia brilhar a sua lâmpada sobre a minha cabeça, quando eu, guiado pela sua luz, caminhava nas trevas;

4Como era nos dias da minha vitalidade, quando a amizade de Deus repousava sobre a minha tenda;

5Quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e meus filhos estavam ao meu redor.

6Quando lavava os pés em manteiga, e da rocha jorravam ribeiros de azeite.

7Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça me era dado sentar-me;

8Os jovens me viam e se afastavam; até os idosos se levantavam e ficavam em pé.

9Os príncipes silenciavam-se e punham a mão sobre a boca;

10A voz dos príncipes se silenciava, e a sua língua se apegava ao céu da boca.

11Quando algum ouvido ouvia, me considerava feliz; quando algum olho me via, dava testemunho de mim.

12Porque eu livrava o miserável que clamava e o órfão que não tinha quem o socorresse.

13A bênção do que estava prestes a perecer vinha sobre mim, e eu alegrava o coração da viúva.

14Vestia-me de justiça, e ela me servia de vestimenta; meu juízo era como manto e turbante.

15Eu me tornei os olhos do cego e os pés do coxo

16Aos necessitados, eu era como um pai; e as causas que não conhecia eu examinava com cuidado.

17E quebrava os dentes dos ímpios e lhes fazia cair a presa.

18E dizia: No meu ninho eu viverei e multiplicarei meus dias como a areia.

19A minha raiz se estende até as águas, e o orvalho repousa sobre os meus ramos durante a noite;

20A minha honra se renovará em mim, e o meu arco se fortalecerá na minha mão.

21Ouvindo-me esperavam em silêncio para receber o meu conselho.

22Depois que terminei de falar não me contradisseram; minhas palavras caíam sobre eles como orvalho.

23Esperavam-me como a chuva; e abriam a boca como a chuva de outono.

24Se eu sorria para eles, não confiavam e a luz do meu rosto não se apagava.

25Eu escolhia o caminho deles, assentava-me como chefe e habitava como rei entre suas tropas, como quem consola os que pranteiam.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.