“Preparem o escudo e o pavês e aproximem-se para a luta”
— Jeremias 46:3 (Almeida Atualizada Livre)
1A palavra do Senhor que veio a Jeremias, o profeta, contra as nações.
2Acerca do Egito, contra o exército de Faraó-Neco, rei do Egito, que estava junto ao rio Eufrates em Carquemis; o qual Nabucodonosor, rei da Babilônia, feriu no quarto ano de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá:
3Preparem o escudo e o pavês e aproximem-se para a luta
4Aparelhem os cavalos, e montem, ó cavaleiros, e apresentem-se com elmos; afiem as lanças, e vistam-se de couraças.
5Por que motivo vejo os medrosos voltando as costas? Os seus valentes estão derrotados e vão fugindo, sem olhar para trás; há terror ao redor, diz o SENHOR.
6Não fuja o veloz, nem escape o herói; para o norte perto das margens do rio Eufrates, tropeçaram e caíram.
7Quem é este que está subindo como o Nilo, como os rios cujas águas se agitam?
8O Egito se levanta como o Nilo, e suas águas se agitam como os rios; e disse: Subirei, cobrirei a terra, destruirei a cidade e os que nela habitam.
9Avancem, ó cavalos, e trovejem, ó carros; manifestem-se os valentes, os etíopes e os líbios, que seguram o escudo, e os lídios, que manejam e tensionam o arco.
10Mas este dia é do SENHOR dos Exércitos, dia de vingança contra os seus adversários; a espada devorará, e se fartará, e se embriagará com o sangue deles, porque o SENHOR dos Exércitos tem um sacrifício na terra do Norte, junto ao rio Eufrates.
11Sobe a Gileade e toma bálsamo, ó virgem filha do Egito; em vão multiplicas os remédios, pois não há cura para te salvar.
12As nações ouviram a tua vergonha, e a terra está cheia do teu clamor; pois o valente tropeçou no valente, e ambos caíram juntos.
13A palavra que o Senhor dirigiu a Jeremias, o profeta, a respeito da vinda de Nabucodonosor, rei da Babilônia, para ferir a terra do Egito:
14Anunciem no Egito e façam ouvir isso em Migdol; façam também ouvir em Mênfis e em Tafnes; digam: Apresenta-te e prepara-te, pois a espada já devorou o que está ao seu redor.
15Por que foram derrubados os teus valentes? Não conseguiram permanecer de pé, pois o Senhor os abateu.
16Multiplicou os que tropeçavam; também caíram uns sobre os outros e disseram: "Levantemo-nos e voltemos ao nosso povo e à terra do nosso nascimento, por causa da espada que nos oprime."
17Clamaram ali: Faraó, rei do Egito, é apenas um ruído; deixou passar o tempo assinalado.
18Vivo eu, diz o Rei, cujo nome é o SENHOR dos Exércitos; certamente como o Tabor entre os montes, e como o Carmelo junto ao mar, assim ele virá.
19Prepare os seus pertences para o exílio, ó moradora, filha do Egito; porque Nof ficará em desolação, e será arruinada, de modo que não restará quem ali habite.
20O Egito é uma bela novilha, mas já se aproxima a destruição, que vem do norte.
21Até os seus mercenários no meio dela se assemelham a bezerros cevados; no entanto, também voltaram as costas e fugiram juntos; não conseguiram resistir, pois já chegou sobre eles o dia da sua ruína e o tempo do seu castigo.
22A voz do Egito soará como a de uma serpente que foge, pois os seus inimigos avançarão com força, atacando-o com machados, como cortadores de árvores.
23Cortarão a sua floresta, diz o Senhor, ainda que impenetrável; porque são mais numerosos do que os gafanhotos, e são inumeráveis.
24A filha do Egito está envergonhada; foi entregue nas mãos do povo do Norte.
25Eis que castigarei a multidão de Nô, e a Faraó, e ao Egito, com os seus deuses e os seus reis; o próprio Faraó e todos os que nele confiam.
26E os entregarei nas mãos daqueles que buscam a sua destruição, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e nas mãos de seus servos; mas, depois, será habitada, como nos dias antigos, diz o Senhor.
27Não temas, servo meu, Jacó, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei do país remoto e a tua descendência da terra do seu cativeiro; Jacó voltará, descansará e se sentirá seguro, e não haverá quem o atemorize.
28Não temas, servo meu, Jacó, diz o SENHOR, porque estou contigo; porque farei um fim completo de todas as nações para onde te enviei; mas de ti não farei um fim completo; castigar-te-ei com justa medida, e não te inocentarei totalmente.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.