“Portanto, ouvi a palavra do SENHOR, vós, todo o Judá que reside na terra do Egito: Eis que eu juro pelo meu grande nome, diz o SENHOR, que nunca mais será pronunciado o meu nome pela boca de nenhum homem de Judá em toda a terra do Egito, dizendo: Tão certo como vive o SENHOR Deus.”
— Jeremias 44:26 (Almeida Atualizada Livre)
1A palavra que veio a Jeremias, a respeito de todos os judeus que habitavam na terra do Egito, em Migdol, em Tafnes, em Mênfis e na terra de Patros, dizendo:
2Assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Vocês viram todo o mal que fiz cair sobre Jerusalém e sobre todas as cidades de Judá; e eis que hoje são uma desolação, e ninguém habita nelas.
3Por causa das maldades que cometeram ao me provocarem, queimando incenso e servindo a deuses estranhos que nunca conheceram, nem vocês, nem seus pais.
4E eu enviei meus servos, os profetas, madrugando e dizendo: Não façam essa coisa abominável que eu abomino.
5Contudo, não ouviram, nem deram ouvidos para se converterem de suas maldades, a fim de não queimarem incenso a deuses estranhos.
6Derramou-se, portanto, minha indignação e minha ira, e estas se acenderam nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, que se tornaram um deserto e uma devastação, como se vê hoje.
7Agora, portanto, assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Por que vocês cometem tamanho mal contra vocês mesmos, eliminando homens, mulheres, crianças e os que ainda mamam do meio de Judá, para que não fique nenhum restante.
8Por que me irritais com as obras de vossas mãos, queimando incenso a outros deuses estranhos na terra do Egito, para onde viestes para morar como estrangeiros, a fim de que vos torneis uma maldição e um opróbrio entre todas as nações da terra?
9Esqueceram-se já das maldades de seus pais, das maldades dos reis de Judá, das maldades de suas mulheres, das vossas maldades e das maldades de vossas mulheres, maldades cometidas na terra de Judá e nas ruas de Jerusalém?
10Não se arrependem até hoje: não temem nem andam na minha lei nem nos meus estatutos, que coloquei diante de vós e de vossos pais.
11Portanto, assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que voltarei meu rosto contra vós outros para o mal e para eliminar todo o Judá.
12E eu tomarei o restante de Judá que se voltou para entrar na terra do Egito, para ali habitar, e será completamente consumido; cairá à espada e morrerá de fome; desde o menor até o maior perecerão; à espada e à fome morrerão, e serão objeto de maldição, espanto, desprezo e opróbrio.
13Porque punirei os que habitam na terra do Egito, como fiz a Jerusalém, com a espada, a fome e a peste.
14De forma que, dos restantes de Judá que entraram na terra do Egito para habitar, não haverá quem escape e sobreviva para retornar à terra de Judá, à qual desejam voltar; mas não voltarão a não ser alguns fugitivos.
15Então, todos os homens que tinham ciência de que suas mulheres queimavam incenso a deuses estranhos, e todas as mulheres que estavam em pé, formando uma grande multidão, assim como todo o povo que habitava na terra do Egito, em Patros, responderam a Jeremias, dizendo:
16Quanto à palavra que você nos anunciou em nome do Senhor, não lhe obedeceremos.
17Antes, certamente, faremos toda a palavra que saiu de nossa boca, queimando incenso à Rainha dos Céus e oferecendo-lhe libações, assim como nós, nossos pais, nossos reis e nossos príncipes temos feito nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém; assim, tínhamos fartura de pão, prosperávamos e não víamos mal algum.
18Mas, desde que deixamos de queimar incenso à Rainha dos Céus e de lhe apresentar libações, temos padecido de tudo e fomos consumidos pela espada e pela fome.
19E quando queimávamos incenso à Rainha dos Céus e lhe fazíamos ofertas de bebidas, acaso não preparávamos bolos que a retratavam, e lhe oferecíamos libações sem nossos maridos?
20Então, Jeremias disse a todo o povo, tanto aos homens quanto às mulheres, e a todos os que lhe haviam dado essa resposta, dizendo:
21Será que o Senhor não se lembrou, nem isso lhe passou pela mente, a respeito do incenso que vocês queimaram nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, vocês, seus pais, seus reis e seus príncipes, assim como o povo da terra?
22O SENHOR não pôde mais suportar a maldade das vossas ações e as abominações que cometestes; por isso, a sua terra se tornou deserta, um objeto de espanto e de desprezo, e está desabitada, como se vê hoje.
23Porque queimastes incenso e pecastes contra o Senhor e não obedecestes à voz do Senhor; na Sua lei e nos Seus testemunhos não andastes. Por isso, este mal vos sobreveio como se vê hoje.
24Disse ainda Jeremias a todo o povo e a todas as mulheres: Ouvi a palavra do Senhor, vós, todo o Judá, que estais na terra do Egito.
25Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Vocês e suas mulheres não apenas verbalizaram, mas também concretizaram com as mãos os seus votos, dizendo: "Certamente cumpriremos os nossos votos de queimar incenso à Rainha dos Céus e de apresentar-lhe libações. Assim, confirmaram rigorosamente os seus votos e os cumpriram.
26Portanto, ouvi a palavra do SENHOR, vós, todo o Judá que reside na terra do Egito: Eis que eu juro pelo meu grande nome, diz o SENHOR, que nunca mais será pronunciado o meu nome pela boca de nenhum homem de Judá em toda a terra do Egito, dizendo: Tão certo como vive o SENHOR Deus.
27Eis que vigiarei sobre eles para mal e não para o bem; todos os homens de Judá que estão na terra do Egito serão consumidos à espada e à fome, até que sejam totalmente eliminados.
28E os que escaparem da espada voltarão da terra do Egito para a terra de Judá, em número reduzido; e todos os restantes de Judá que vieram à terra do Egito para habitar saberão qual palavra subsistirá a Minha ou a deles?
29Isto vos servirá de sinal, diz o Senhor, de que eu castigarei este mesmo lugar; para que saibais que as minhas palavras certamente se cumprirão contra vós para vos fazer mal.
30Assim diz o Senhor: Eis que entregarei o Faraó Hofra, rei do Egito, nas mãos de seus inimigos e daqueles que procuram a sua vida, assim como entreguei Zedequias, rei de Judá, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, que era seu inimigo e buscava tirar-lhe a vida.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.