“Que se ouça o clamor de suas casas, quando trouxeres contra eles uma tropa de repente; pois cavaram uma cova para me aprisionar e armaram laços para os meus pés.”
— Jeremias 18:22 (Almeida Atualizada Livre)
1A palavra do SENHOR se manifestou a Jeremias, dizendo:
2Levante-se e desça à casa do oleiro; e lá ouvirá as minhas palavras.
3Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas.
4E o vaso que o oleiro estava moldando de barro se estragou em suas mãos; então, ele fez outro vaso, conforme lhe pareceu bem.
5Então, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
6Não poderei eu fazer de vocês como fez este oleiro, ó casa de Israel? —diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim vocês estão na minha mão, ó casa de Israel.
7No momento em que eu falar sobre uma nação ou sobre um reino para arrancar, derribar e destruir,
8Se essa nação à qual me referi se converter da maldade que falei, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer a ela.
9No momento em que eu falar de uma nação ou de um reino, para edificar e plantar,
10Se ele fizer o mal aos meus olhos não ouvindo a minha voz, então me arrependerei do bem que havia prometido a ele.
11Agora, portanto, fala aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz o SENHOR: Eis que estou forjando o mal e formando um plano contra vós outros; convertei-vos, pois, agora, cada um do seu mau proceder e emendai os vossos caminhos e as vossas ações.
12Entretanto, eles dizem: Não há esperança, pois caminharemos conforme os nossos planos e cada um fará segundo a obstinação do seu coração maligno.
13Portanto, assim diz o Senhor: Perguntai agora entre os gentios quem ouviu tal coisa? Uma coisa horrenda fez a virgem de Israel!
14Por acaso, a neve do Líbano deixaria a rocha que se ergue na planície? Ou as águas que vêm de longe, frias e correntes, deixariam de fluir?
15Contudo, meu povo se esqueceu de mim, queimando incenso aos ídolos; fizeram-nos tropeçar nos seus caminhos e nas veredas antigas, para que andassem por caminhos não aterrados;
16Para converter a sua terra em um objeto de espanto e assobios perpétuos todos os que por ela passarem se espantarão e balançarão a cabeça.
17Como o vento oriental, os dispersarei diante do inimigo; mostrar-lhes-ei as costas e não o rosto, no dia da sua calamidade.
18Então, disseram: Venham, e tramemos planos contra Jeremias; pois a lei do sacerdote não faltará, nem o conselho do sábio, nem a palavra do profeta; venham, e o feriremos com a língua, e não prestaremos atenção a nenhuma de suas palavras.
19Olha para mim, Senhor, e ouve a voz dos que contendem comigo.
20Poderá o mal ser retribuído com o bem? Pois abriram uma cova para mim. Lembra-te de que eu me apresentei diante de ti para interceder em favor deles e desviar de sua causa a tua indignação.
21Portanto, entrega os teus filhos à fome e ao poder da espada; que suas mulheres sejam privadas de filhos e se tornem viúvas; que seus maridos sejam mortos de peste, e que os seus jovens sejam feridos à espada na batalha.
22Que se ouça o clamor de suas casas, quando trouxeres contra eles uma tropa de repente; pois cavaram uma cova para me aprisionar e armaram laços para os meus pés.
23Mas tu, ó Senhor, conheces todo o conselho deles contra mim para me destruir; não lhes perdoes a iniquidade, nem lhes apagues o pecado diante de ti; que sejam derribados diante de ti; age contra eles no tempo da tua ira.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.