“Seus pés correm para o mal e se apressam para derramar sangue inocente; seus pensamentos são pensamentos de iniquidade; em seus caminhos há desolação e abatimento.”
— Isaías 59:7 (Almeida Atualizada Livre)
1Eis que a mão do Senhor não está encurtada para que não possa salvar; nem é surdo o seu ouvido para não poder ouvir.
2Mas as suas iniquidades fazem separação entre vocês e o seu Deus; os seus pecados encobrem o rosto dele, para que não os ouça.
3Porque as suas mãos estão manchadas de sangue, e os seus dedos, de iniquidade; os seus lábios proferem mentiras, e a sua língua fala maldade.
4Não há ninguém que clame por justiça, nem quem se apresente em juízo pela verdade; confiam no que é nulo e falam mentiras; concebem o mal e dão à luz a iniquidade.
5Chocam ovos de áspide e tecem teias de aranha; quem comer dos seus ovos morrerá; e se um dos ovos for pisado, sairá uma víbora.
6As suas teias não servem para roupas nem poderão se cobrir com o que fazem; suas obras são obras de iniquidade e há violência em suas mãos.
7Seus pés correm para o mal e se apressam para derramar sangue inocente; seus pensamentos são pensamentos de iniquidade; em seus caminhos há desolação e abatimento.
8Não conhecem o caminho da paz, e não há justiça em seus passos; suas veredas são tortuosas; todo aquele que por elas anda não conhece a paz.
9Por isso, o juízo está distante de nós, e a justiça não nos alcança; esperávamos pela luz, e eis que só há trevas; esperamos pelo brilho, mas andamos na escuridão.
10Tateamos as paredes como cegos, sim, como aqueles que não têm olhos andamos palpando; tropeçamos ao meio-dia como se estivéssemos nas trevas e entre os robustos somos como mortos.
11Todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; aguardamos o juízo, mas ele não chega; a salvação, e ela está longe de nós.
12Porque as nossas transgressões se multiplicam diante de ti, e os nossos pecados testemunham contra nós; porque as nossas transgressões permanecem conosco, e reconhecemos as nossas iniquidades.
13Prevaricamos e mentimos contra o Senhor, afastamo-nos do nosso Deus, proclamamos opressão e rebeldia, e geramos e pronunciamos no coração palavras de falsidade.
14Por isso, o direito se afastou e a justiça se pôs de longe; a verdade anda tropeçando nas praças, e a equidade não consegue entrar.
15Sim, a verdade vacilou, e quem se afasta do mal é tratado como presa; o Senhor viu isso e desaprovou a falta de justiça.
16E, ao perceber que não havia ajudador algum, surpreendeu-se por não existir um intercessor; por isso, o Seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a Sua própria justiça o sustentou
17Vestiu-se de justiça como uma couraça, e colocou o capacete da salvação na cabeça; revestiu-se da vestidura da vingança e se cobriu de zelo como um manto.
18Segundo as suas obras, assim Ele retribuirá; furor aos seus adversários e retribuição aos seus inimigos; dará o pago às ilhas do mar.
19Temerão, então, o nome do Senhor desde o ocidente e a sua glória, desde o nascente do sol; quando o inimigo vier como uma torrente impetuosa, o Espírito do Senhor arvorará contra ele a sua bandeira.
20Virá o Redentor a Sião e aos que se converterem da transgressão em Jacó, diz o SENHOR.
21Quanto a mim, este é o meu pacto com eles, diz o SENHOR: o meu Espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que coloquei na tua boca, não se apartarão da tua boca, nem da boca dos teus filhos, nem da boca dos filhos dos teus filhos, desde agora e para todo o sempre, diz o SENHOR.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.