“Porque o ímpio fala loucamente, e o seu coração trama o que é iníquo, para praticar a impiedade e proferir mentiras contra o Senhor, a fim de deixar o faminto na ânsia e fazer com que o sedento falte bebida.”
— Isaías 32:6 (Almeida Atualizada Livre)
1Eis que um Rei reinará com justiça, e os príncipes governarão com retidão.
2Ele será como um abrigo contra o vento, um refúgio contra a tempestade, ribeiros d'água em lugar seco e sombra de uma grande rocha em terra sedenta.
3E os olhos dos que veem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos.
4E o coração dos temerários compreenderá a sabedoria, e a língua dos gagos falará de maneira pronta e distintamente.
5O tolo não será mais chamado de nobre, e o fraudulento não será considerado magnânimo.
6Porque o ímpio fala loucamente, e o seu coração trama o que é iníquo, para praticar a impiedade e proferir mentiras contra o Senhor, a fim de deixar o faminto na ânsia e fazer com que o sedento falte bebida.
7Também os instrumentos do avarento são maus; ele trama intrigas malignas para oprimir os aflitos com palavras falsas, e prejudica o julgamento quando o pobre busca ser ouvido.
8Mas o nobre planeja coisas nobres, e por causa de sua nobreza permanecerá firme.
9Levantem-se, mulheres que vivem despreocupadamente, e ouçam a minha voz; vocês, filhas que estão confiantes, inclinem os ouvidos às minhas palavras.
10Após um ano e dias, vocês serão abaladas, ó mulheres que estão tão confiantes; pois a vindima se encerrará, e a colheita não chegará.
11Tremam, vocês que vivem tranquilas; angustiem-se, filhas que se sentem seguras. Dispam-se, e coloquem-se nuas, e cinjam com panos de saco a cintura.
12Lamentar-se-á sobre os peitos por causa dos campos desejáveis e por causa das vinhas frutíferas.
13Sobre a terra do meu povo virão espinhos e abrolhos, assim como sobre todas as casas de alegria, na cidade que exulta.
14O palácio será abandonado, e a cidade ficará deserta; as torres de Ofel servirão de cavernas eternas, para o descanso dos jumentos selvagens e pasto para os rebanhos.
15Até que o Espírito do Alto seja derramado sobre nós; então, o deserto se tornará um pomar, e o pomar será considerado um bosque.
16E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no pomar.
17O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça será repouso e segurança, eternamente.
18E o meu povo habitará em moradas de paz, em moradas seguras e em lugares sossegados e tranquilos
19Mas, ainda que caia saraiva, quando o bosque cair, e a cidade for completamente abatida;
20Bem-aventurados vós, que semeais junto a todas as águas, e dais liberdade ao pé do boi e do jumento.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.