“Cessou a alegria dos tamborins, acabou o som dos que exultam, e descansou a alegria da harpa.”
— Isaías 24:8 (Almeida Atualizada Livre)
1Eis que o Senhor vai devastar a terra, desolá-la, transtornar sua superfície e dispersar os seus moradores.
2Assim como sucede ao povo, assim também sucede ao sacerdote; como é o servo, assim é o seu senhor; como é a serva, assim é a sua dona; como é o comprador, assim é o vendedor; como é o que empresta, assim é o que toma emprestado; como é o credor, assim é o devedor.
3A terra ficará completamente devastada e será totalmente saqueada, pois o SENHOR é quem proferiu esta palavra.
4A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; também os mais altos entre os habitantes da terra se enlanguescem.
5A terra está contaminada por causa de seus habitantes, pois transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna.
6Por isso, a maldição consome a terra, e os que nela habitam se tornam culpados; por isso, os habitantes da terra serão queimados pelo fogo, e poucos homens restarão.
7O vinho novo pranteia, a alegria se desvanece; todos os que se alegravam gemerão.
8Cessou a alegria dos tamborins, acabou o som dos que exultam, e descansou a alegria da harpa.
9Não se cantará enquanto se bebe vinho; a bebida forte será amarga para aqueles que a ingerirem.
10A cidade está em ruínas, todas as casas estão trancadas, ninguém pode mais entrar.
11Um clamor angustioso por causa do vinho ressoa nas cidades; toda a alegria se apagou, e o deleite da terra foi banido.
12Na cidade, permanece apenas a desolação, e as portas se despedaçam com estalos.
13Pois assim será na terra, no meio desses povos, como o varejar da oliveira e como o rebuscar deixados após a vindima.
14Eles levantarão a voz e cantarão com alegria; por causa da glória do Senhor, exultarão junto ao mar.
15Por isso, glorifiquem ao Senhor no Oriente e, nas terras do mar, ao nome do Senhor, Deus de Israel.
16Dos confins da terra ouvimos cânticos de louvor ao Justo! Mas eu digo: Definho, definho! Ai de mim! Os ímpios agem traiçoeiramente; sim, os ímpios tratam com perfídia.
17O terror, a cova e o laço se aproximam de ti, ó morador da terra.
18E acontecerá que aquele que fugir da voz do terror cairá na cova, e, se sair da cova, o laço o prenderá; pois as janelas do céu se abrirão, e tremerão os fundamentos da terra.
19A terra será completamente quebrantada, totalmente fendida e profundamente abalada.
20A terra cambaleará como um bêbado e balançará como uma tenda à noite; sua transgressão pesa sobre ela, e cairá, não mais se levantará.
21Naquele dia, o Senhor castigará, no céu, as hostes celestes e os reis da terra, na terra.
22Serão reunidos como prisioneiros em uma masmorra, e encarcerados em um cárcere; após muitos dias, serão punidos.
23A lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém; diante dos seus anciãos, haverá glória.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.