Isaías 10:2

Almeida Atualizada Livre

Para negar a justiça aos pobres e arrebatar o direito dos aflitos do meu povo, a fim de despojar as viúvas e roubar os órfãos!

— Isaías 10:2 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Isaías 10

1Ai daqueles que decretam leis injustas, e daqueles que escrevem leis de opressão.

2Para negar a justiça aos pobres e arrebatar o direito dos aflitos do meu povo, a fim de despojar as viúvas e roubar os órfãos!

3Mas o que fareis no dia do castigo e da calamidade que vem de longe? A quem recorrereis para obter socorro e onde deixareis a vossa glória?

4Sem mim, cada um se curvará entre os prisioneiros e cairá entre os mortos. Apesar disso, a sua ira não se apartou e ainda está estendida a sua mão.

5Ai da Assíria, cetro da minha ira! A minha indignação é a vara que está em suas mãos

6Enviá-lo-ei contra uma nação ímpia e contra o povo da minha indignação lhe darei ordens, para que roube a presa e tome o despojo e os ponha para serem pisados como a lama das ruas.

7Contudo, ela não pensa assim, nem o seu coração entende dessa forma; antes, busca em seu interior destruir e desarraigar não poucas nações.

8Porque diz: Não são todos os meus príncipes reis?

9Não é Calno como Carquemis? Não é Hamate como Arpade? E Samaria, como Damasco?

10Como a minha mão alcançou os reinos dos ídolos, cujas imagens esculpidas eram melhores do que as de Jerusalém e de Samaria.

11Assim como fiz com Samaria e seus ídolos, não o farei da mesma forma com Jerusalém e seus ídolos?

12Quando o Senhor tiver concluído toda a sua obra no Monte Sião e em Jerusalém, então castigará a arrogância do coração do rei da Assíria e a desmedida altivez dos seus olhos.

13Porque disse: Com o poder da minha mão, realizei isso, e com a minha sabedoria, pois sou esperto; removi os limites dos povos, e saqueei suas riquezas, e como um valente derrubei os que se assentavam nos tronos.

14E a minha mão alcançou as riquezas dos povos como se fossem um ninho; assim como se ajuntam os ovos abandonados, eu juntei toda a terra; e não houve quem movesse a asa, ou abrisse a boca, ou piasse.

15Por acaso o machado se gloriará contra aquele que o utiliza? Ou a serra se enfurecerá contra quem a maneja? Seria como se o bastão se levantasse contra aqueles que o sustentam, ou a vara se erguesse como se não fosse um simples pedaço de madeira.

16Por isso, o Senhor, o Senhor dos Exércitos, enviará a debilidade aos seus poderosos, e sob a sua glória acenderá uma queima, como o fogo ardente.

17Porque a Luz de Israel será como o fogo e o Seu Santo, como labareda, que queimará e consumirá os espinheiros e as sarças da Assíria, em um só dia.

18Também consumirá a glória da sua floresta e do seu campo fértil, desde a alma até ao corpo e será como quando um doente se definha.

19E o restante das árvores de sua floresta será tão escasso que uma criança saberá contá-las

20Naquele dia, os remanescentes de Israel e os sobreviventes da casa de Jacó não se apoiarão mais naquele que os feriu, mas, de fato, se apoiarão no Senhor, o Santo de Israel.

21Os remanescentes se voltarão sim, os remanescentes de Jacó para o Deus forte.

22Porque, embora o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, o restante se converterá; a destruição já está decidida, transbordando em justiça.

23Porque já está determinada uma destruição, o Senhor dos Exércitos a executará no meio de toda esta terra.

24Por isso, assim diz o Senhor dos Exércitos: Não temas, meu povo, que habitas em Sião, quando a Assíria te atingir com a vara e levantar contra ti o seu bastão, tal como fizeram os egípcios.

25Porque em breve se cumprirá a minha indignação e a minha ira, para os consumir

26Porque o Senhor dos Exércitos levantará um flagelo contra ela, como a matança de Midiã junto à penha de Oreb; e assim como a sua vara esteve sobre o mar, ele a levantará como fez no Egito.

27E acontecerá, nesse dia, que o peso será removido do teu ombro, e o jugo do teu pescoço; o jugo será despedaçado por causa da unção.

28Ele já está se aproximando de Aiath, passa por Migron e, em Micmás, despacha sua bagagem.

29Passam pelo desfiladeiro, alojam-se em Geba; já Ramá treme, e Gibeá de Saul foge.

30Ergue a sua voz em alta, ó filha de Galim! Ouve, ó Laís! Oh! Pobre Anatote!

31Madmena se dispersa, e os habitantes de Gebim fogem em busca de segurança.

32Ainda hoje, ele fará uma parada em Nobe; levantará a mão contra o monte da filha de Sião, o outeiro de Jerusalém.

33Eis que o Senhor dos Exércitos cortará os ramos com violência; os altos de estatura serão derrubados, e os orgulhosos serão humilhados.

34Ele cortará com o ferro as brenhas da floresta, e o Líbano cairá pelas mãos de um poderoso.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.

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