“Marchas com os teus cavalos pelo mar, pela massa de grandes águas.”
— Habacuque 3:15 (Almeida Atualizada Livre)
1Oração do profeta Habacuque sob a forma de canto.
2Ouvi, ó Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra, no decorrer dos anos; no decurso dos anos, revela-a. Na tua ira, lembra-te da misericórdia.
3Deus vem de Temã, e do monte de Parã vem o Santo. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor.
4E o brilho era como a luz; raios resplandecentes emanavam de suas mãos; e ali se encontrava oculto o seu poder.
5Diante dele ia a peste e a pestilência se alastrava sob seus pés.
6Ele parou e fez tremer a terra; olhou e sacudiu as nações. Os montes antigos foram esmigalhados, e os outeiros perpétuos se abateram, pois os caminhos de Deus são eternos.
7Vi as tendas de Cuch em aflição; os acampamentos da terra de Midiã tremiam
8É contra os rios, Senhor, que estás irado? É contra os ribeiros que se acendeu a tua ira? É contra o mar que se levantou o teu furor, quando andaste montado nos teus cavalos, nos teus carros de vitória?
9Descoberto está o teu arco, e farta está a tua aljava de flechas. Por meio dos juramentos feitos às tribos, pela tua palavra (Selá), tu fendes a terra com rios.
10Os montes te veem e tremem; as torrentes de água passam; o abismo faz ouvir a sua voz e levanta as mãos ao alto.
11O sol e a lua pararam em suas moradas; ao resplandecer da luz das tuas flechas sibilantes, ao fulgor do relâmpago da tua lança.
12Com indignação, marchas pela terra; com ira, pisoteias as nações.
13Saíste para a salvação do teu povo, para salvar o teu ungido; feriste a cabeça da casa do ímpio desnudando completamente seus alicerces. (Selá)
14Tu traspassaste com os teus cajados a cabeça dos guerreiros do inimigo; eles avançam tempestuosos para me destruir; regozijam-se, como se estivessem prontos para devorar o pobre às ocultas.
15Marchas com os teus cavalos pelo mar, pela massa de grandes águas.
16Ouvindo isso, meu íntimo se agitou; meus lábios tremeram ao ouvir sua voz; a podridão invadiu meus ossos, e estremeci interiormente; em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos acomete.
17Embora a figueira não floresça, nem haja fruto na videira, ainda que o produto da oliveira falhe e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e não haja gado nos currais:
18Contudo, eu me alegro no Senhor; exulto no Deus da minha salvação.
19O Senhor Deus é a minha fortaleza, e fará com que meus pés sejam como os das corças e me fará andar altaneiramente. Para o mestre de canto, com os instrumentos de cordas.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.