“Não levantarão, portanto, todos estes contra ele um provérbio e um dito zombador, dizendo: Ai daquele que acumula o que não é seu (até quando?) e daquele que a si mesmo se carrega de penhores!”
— Habacuque 2:6 (Almeida Atualizada Livre)
1Estarei na minha torre de vigia, colocarei-me sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e qual será a resposta que terei à minha queixa.
2O SENHOR me respondeu e disse: Escreva a visão e a torne clara em tábuas, para que até quem passa correndo possa lê-la.
3Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado; ela se apressa para o fim e não falhará. Se tardar, espera-o, pois certamente virá, não tardará.
4Eis que o soberbo se afastará; sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé.
5Quanto mais se entrega ao vinho, mais enganoso se torna; esse homem arrogante, cuja boca se abre como o sepulcro, não permanecerá. Ele é semelhante à morte que nunca se farta e ajunta para si todas as nações congregando todos os povos.
6Não levantarão, portanto, todos estes contra ele um provérbio e um dito zombador, dizendo: Ai daquele que acumula o que não é seu (até quando?) e daquele que a si mesmo se carrega de penhores!
7Não se levantarão de repente os teus credores? E não despertarão aqueles que te hão de abalar? Tu serás por eles despojo.
8Como despojaste muitas nações, assim também todos os outros povos te despojarão, por causa do sangue dos homens e da violência na terra, na cidade e entre todos os seus moradores.
9Ai daquele que acumula bens mal adquiridos em sua casa, para erguer nas alturas seu abrigo, a fim de livrar-se das garras do mal!
10Desonra maquinaste para a tua casa; ao destruir muitos povos, pecaste contra a tua alma.
11Porque a pedra da parede clamará, e a trave do madeiramento lhe responderá.
12Ai daquele que edifica a cidade com sangue e que a funda com iniquidade!
13Não vem do SENHOR dos Exércitos que os povos labutem para o fogo e os homens se cansem em vão?
14Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.
15Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embriaga para contemplar a sua nudez
16Você também ficará cheio de vergonha em vez de honra; beba você também e descubra sua incircuncisão; o cálice da mão direita do Senhor retornará a você, e a ignomínia recairá sobre a sua glória.
17Porque a violência perpetrada contra o Líbano te cobrirá, e a destruição que causaste às feras te assombrará, por causa do sangue dos homens e da violência infligida à terra, à cidade e a todos os seus moradores
18De que vale a imagem esculpida, criada pelo seu artífice e a imagem fundida, que ensina a falsidade para que o artífice confie na sua obra, fazendo ídolos que não falam?
19Ai daquele que diz ao madeiro: Acorda! e à pedra muda: Desperta! Pode ele ensinar algo? Eis que está coberto de ouro e prata, mas, em seu interior, não há fôlego algum.
20Mas o Senhor está em seu santo templo; que toda a terra permaneça em silêncio diante dele.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.