Gênesis 38:2

Almeida Atualizada Livre

E Judá viu ali a filha de um cananeu, chamado Sua; e a tomou por mulher e a possuiu.

— Gênesis 38:2 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Gênesis 38

1E aconteceu que, naquela época, Judá se afastou de seus irmãos e se hospedou na casa de um homem de Adulão, chamado Hira.

2E Judá viu ali a filha de um cananeu, chamado Sua; e a tomou por mulher e a possuiu.

3E ela concebeu e deu à luz um filho, a quem o pai chamou de Er.

4Ela voltou a conceber e deu à luz um filho; a este a mãe deu o nome de Onã.

5E prosseguiu e deu à luz um filho, a quem chamou Selá; e ela estava em Quezibe quando o teve.

6Judá tomou como esposa para Er, seu primogênito, uma mulher cujo nome era Tamar.

7Er, o primogênito de Judá, era perverso diante do Senhor, portanto o Senhor o fez morrer.

8Disse Judá a Onã: "Possui a mulher de teu irmão, cumpre com o dever do levirato e gera descendência para teu irmão."

9Onã, porém, sabia que a semente não seria dele; e, sempre que se unia à mulher de seu irmão, deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência ao seu irmão.

10E o que ele fazia era mal aos olhos do Senhor, por isso o fez morrer.

11Então Judá disse a Tamar, sua nora: "Permanece como viúva na casa de teu pai, até que Selá, meu filho, cresça." Pois ele pensava: "Para que não morra também este, como seus irmãos." E Tamar se foi, residindo na casa de seu pai.

12E, depois de algum tempo, morreu a filha de Suá, mulher de Judá. Judá, consolado, subiu aos tosquiadores de suas ovelhas em Timna, ele e Hira, seu amigo, o adulamita.

13E informaram a Tamar, dizendo: Eis que teu sogro sobe a Timna, para tosquiar as ovelhas.

14Então, ela tirou as vestes de sua viuvez, cobriu-se com um véu, disfarçou-se e sentou-se à entrada das fontes, no caminho para Timna; pois via que Selá já era homem, e ela ainda não lhe fora dada em casamento.

15E Judá, ao vê-la, pensou que era uma meretriz, pois ela havia coberto o rosto.

16Então, aproximou-se dela pelo caminho e disse: Vem, por favor, deixa-me entrar contigo; pois não sabia que era sua nora. Ela respondeu: Que me darás para que possamos coabitar?

17Ele respondeu: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. E ela disse: Tu me darás um penhor até que o envies?

18Ele respondeu: Que garantia posso te dar? Ela disse: O teu selo, o teu cordão e o cajado que tens em mão. Ele, portanto, lhe deu essas coisas, e a possuiu; e ela ficou grávida dele.

19Ela se levantou, foi embora, retirou o véu e vestiu as roupas de sua viuvez.

20Judá enviou um cabrito pela mão de seu amigo, o adulamita, para recuperar o penhor que estava na mão da mulher; porém, não a encontrou.

21E perguntou aos homens daquele lugar: Onde está a prostituta cultual que estava no caminho, perto das duas fontes? E eles responderam: Aqui não esteve nenhuma meretriz.

22Judá voltou e declarou: Não a encontrei; e também os homens daquele lugar disseram: Aqui não esteve nenhuma prostituta cultual.

23Judá respondeu: "Que ela o guarde para si, para que não sejamos motivo de desonra. Eu enviei o cabrito, mas você não a encontrou."

24E aconteceu que, quase três meses depois, chegaram a Judá, dizendo: Tamar, sua nora, adulterou, e está grávida. Então Judá disse: Leve-a para fora para que seja queimada.

25E, ao mandar retirar, ela enviou uma mensagem ao sogro: "Do homem a quem pertencem estas coisas estou grávida." E acrescentou: "Reconhece, por favor, de quem é este selo, este cordão e este cajado."

26Judá a reconheceu e disse: "Ela é mais justa do que eu, pois não a dei a Selá, meu filho." E nunca mais a teve.

27E aconteceu que, no momento de dar à luz, havia gêmeos em seu ventre.

28E aconteceu que, enquanto ela dava à luz, uma das crianças estendeu a mão, e a parteira, ao tomá-la, amarrou um fio escarlate em seu punho, dizendo: "Este saiu primeiro."

29Mas, ao recolher a mão novamente, saiu o outro; e ela disse: Como você se destacou? Por isso, ele será chamado de Perez.

30Após isso, o seu irmão saiu, segurando um fio encarnado na mão; por isso, lhe chamaram Zerá.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.