“E enviou mensageiros dizendo: Assim falareis a meu senhor Esaú: Teu servo Jacó manda dizer: Tenho vivido como peregrino com Labão e permaneci lá até agora.”
— Gênesis 32:4 (Almeida Atualizada Livre)
1E Jacó prosseguiu em sua viagem, e anjos de Deus lhe foram ao encontro.
2E Jacó disse, ao vê-los: Este é o acampamento de Deus. E deu àquele lugar o nome de Maanaim.
3E Jacó enviou mensageiros à frente dele a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, que é a região de Edom.
4E enviou mensageiros dizendo: Assim falareis a meu senhor Esaú: Teu servo Jacó manda dizer: Tenho vivido como peregrino com Labão e permaneci lá até agora.
5E eu tenho bois, jumentos, rebanhos, servos e servas; e os enviei para o comunicar ao meu senhor, a fim de que ache mercê aos seus olhos.
6E os mensageiros retornaram a Jacó, dizendo: Fomos ao teu irmão Esaú; e ele também vem a caminho para se encontrar contigo, acompanhado de quatrocentos homens.
7Então, Jacó teve medo e se perturbou; por isso, dividiu o povo que estava com ele, assim como os rebanhos, os bois e os camelos em dois bandos.
8Pois dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará.
9E orou Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó SENHOR, que me disseste: "Volta à tua terra e à tua parentela, e eu te farei bem;
10Sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que demonstraste para com teu servo; pois com apenas meu cajado atravessei este Jordão, e agora me tornei dois bandos.
11Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão Esaú, pois temo que ele venha e me ataque, e as mães com os filhos.
12E Tu disseste: Certamente farei o bem a ti, e a tua descendência será como a areia do mar, que não se pode contar pela sua multidão.
13E, tendo passado ali aquela noite, tomou do que tinha à mão um presente para seu irmão Esaú.
14Duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros,
15Trinta camelos de leite com suas crias, quarenta vacas e dez touros; vinte jumentas e dez jumentinhos.
16Entregou-os nas mãos de seus servos, separando cada rebanho e disse aos servos: "Atravessai à minha frente e deixai espaço entre um rebanho e outro."
17E ordenou ao primeiro: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar: De quem és, para onde vais e de quem são estes que estão diante de ti?
18Respondes: "São de teu servo Jacó; é um presente que envio a meu senhor Esaú; e eis que ele mesmo vem ao nosso encontro."
19E também deu ordem ao segundo, ao terceiro e a todos os que vinham atrás dos rebanhos, dizendo: "Assim falareis desta maneira a Esaú, quando o encontrardes."
20E dirão assim: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de nós, pois dizia consigo mesmo: Aplacá-lo-ei com o presente que me antecede; depois verei a sua face; talvez ele me aceite
21Assim, enviou o presente à sua frente; ele, porém, permaneceu naquela noite no acampamento.
22Naquela mesma noite, ele se levantou, levou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos, e transpôs o vau do Jaboque.
23E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; fez passar tudo o que era seu.
24Jacó, entretanto, permaneceu sozinho e travou uma luta com um homem até o amanhecer.
25E, percebendo que não podia prevalecer contra ele, tocou-lhe a articulação da coxa, e deslocou-se a junta da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele.
26Disse ele: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Mas Jacó respondeu: Não te deixarei ir, a menos que me abençoes.
27E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Ele respondeu: Jacó.
28Então, disse: Não te chamarás mais Jacó, mas sim Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.
29E Jacó disse: 'Por favor, qual é o seu nome?' Ele respondeu: 'Por que perguntas pelo meu nome?' E o abençoou ali.
30E Jacó deu ao lugar o nome de Peniel, pois afirmou: Vi a Deus face a face, e minha vida foi poupada.
31E nasceu o sol quando ele cruzou Peniel; e ele mancava de uma coxa.
32Por isso, os filhos de Israel não comem, até os dias de hoje, o nervo do quadril, na articulação da coxa, porque ele tocou a articulação da coxa de Jacó no nervo do quadril.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.