“Cessa de gemer; não lamentes pelos mortos, amarra o teu turbante e calça as tuas sandálias; não cubras o bigode e não comas o pão que te oferecem.”
— Ezequiel 24:17 (Almeida Atualizada Livre)
1Veio a mim a palavra do Senhor, no nono ano, no décimo mês, aos dez dias do mês, dizendo:
2Filho do homem, registre este dia, este mesmo dia; pois o rei da Babilônia se lança contra Jerusalém neste dia.
3E propõe uma parábola à casa rebelde e diz: Assim diz o Senhor Deus: Coloque a panela ao fogo, ponha-a também e encha-a com água.
4Ajunte nela pedaços de carne, todos os melhores pedaços, as coxas e as espáduas; encha-a com ossos selecionados.
5Pega o melhor do rebanho e empilha lenha debaixo dela; faça-o ferver bem, e cozam-se dentro dela os ossos.
6Portanto, assim diz o Senhor Deus: Ai da cidade sanguinária, da panela cheia de ferrugem, que não foi tirada dela! Retire dela a carne, pedaço por pedaço, sem fazer escolhas
7Porque a culpa de sangue está no meio dela; sobre uma penha descalvada o derramou, e não sobre a terra, para cobri-lo com o pó.
8Para que eu manifeste a minha indignação e tome vingança, coloquei o seu sangue sobre uma penha desprovida, para que não fosse coberto.
9Portanto, assim diz o Senhor Deus: Ai da cidade sanguinária! Também eu farei uma grande pilha.
10Amontoe bastante lenha, acenda o fogo, cozinhe a carne, tempere-a com especiarias e que queimem os ossos.
11Então, colocarás a panela vazia sobre as brasas, para que ela aqueça, seu cobre se torne candente, a sua imundícia se funda e a sua ferrugem se consuma.
12Cansou-me com suas vaidades; sua grande impureza não se apartou dela; a sua impureza não será removida pelo fogo.
13Na sua impureza está a luxúria; pois eu desejei purificar-te, mas não te purificaste; nunca mais serás limpa da tua impureza, até que eu tenha satisfeito meu furor contra ti.
14Eu, o SENHOR, o declarei; isso acontecerá e eu o farei; não voltarei atrás, não pouparei, nem me arrependerei; de acordo com os seus caminhos e de acordo com os seus atos, você será julgado, diz o SENHOR Deus.
15Veio a mim a palavra do Senhor, que dizia:
16Filho do homem, eis que eu tirarei de você a delícia dos teus olhos, mas não lamentarás, não chorarás, e tuas lágrimas não correrão.
17Cessa de gemer; não lamentes pelos mortos, amarra o teu turbante e calça as tuas sandálias; não cubras o bigode e não comas o pão que te oferecem.
18Falei ao povo pela manhã, e à tarde minha esposa morreu; na manhã seguinte, fiz conforme me foi ordenado.
19E o povo me perguntou: Não nos dirás o que significam estas coisas que estás fazendo?
20Veio a mim a palavra do Senhor, que dizia:
21Diga à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu profanarei o meu santuário, objeto do vosso mais alto orgulho, delícia dos vossos olhos e anelo de vossa alma; vossos filhos e vossas filhas, que deixastes, cairão à espada.
22Fareis como eu fiz: não vos contaminareis e não comereis o pão que vos mandam.
23E vocês levarão turbantes sobre as cabeças e sandálias nos pés; não lamentarão nem chorarão, mas definharão por causa de suas iniquidades e gemerão uns com os outros.
24Assim, Ezequiel será para vocês um sinal; conforme tudo o que ele fez, assim também farão. Quando isso ocorrer, saberão que eu sou o Senhor Deus.
25E tu, filho do homem, não sucederá que, no dia em que eu lhes tirar o objeto do seu orgulho, a alegria do seu ornamento, o desejo dos seus olhos e a saudade de suas almas, seus filhos e suas filhas?
26Naquele dia, aquele que escapar virá até você para lhe transmitir a notícia pessoalmente.
27Naquele dia, abrir-se-á a tua boca para com aquele que escapar; falarás e não ficarás mais mudo. Assim, te tornarás um sinal para eles, e eles saberão que eu sou o Senhor.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.