“E as cartas foram enviadas por meio dos mensageiros a todas as províncias do rei, ordenando que se destruíssem, matassem e exterminassem de uma vez todos os judeus, desde os jovens até os velhos, crianças e mulheres, em um único dia, no dia treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.”
— Ester 3:13 (Almeida Atualizada Livre)
1Depois disso, o rei Assuero engrandeceu Hamã, filho de Hammedata, o agagita, e o exaltou, colocando-o acima de todos os príncipes que estavam ao seu lado.
2E todos os servos do rei, que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam diante de Hamã; pois assim tinha ordenado o rei a respeito dele. No entanto, Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava.
3Então, os servos do rei, que estavam à porta do rei, disseram a Mardoqueu: Por que transgrides as ordens do rei?
4Sucedeu que, dizendo-lhe isso dia após dia, e não lhe dando ouvidos, eles fizeram saber a Hamã, para ver se as palavras de Mardoqueu se manteriam de pé, pois ele havia declarado que era judeu.
5Vendo, pois, Hamã que Mardoqueu não se inclinava, nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor.
6Porém, aos seus olhos, foi insignificante o plano de atingir apenas Mardoqueu, pois lhe informaram de que povo ele era. Assim, Hamã decidiu exterminar todos os judeus, que estavam em todo o reino de Assuero, o povo de Mardoqueu.
7No primeiro mês, que é o mês de Nisã, no décimo segundo ano do rei Assuero, foram lançadas sortes diante de Hamã, dia a dia e mês a mês, até o décimo segundo mês que é o mês de Adar.
8E Hamã disse ao rei Assuero: Há um povo espalhado e disperso entre os povos em todas as províncias do teu reino, cujas leis são diferentes das leis de todos os povos, e que não cumpre as do rei; pelo que não convém ao rei tolerá-los.
9Se parecer bem ao rei, que se determine que sejam mortos; eu entregarei nas mãos dos que executarem a obra dez mil talentos de prata para que entrem nos tesouros do rei.
10Então, o rei retirou o seu anel da mão e o entregou a Hamã, filho de Hammedata, o agagita, adversário dos judeus.
11E o rei disse a Hamã: Essa prata te pertence, assim como este povo, para que faças com ele o que melhor te aprouver.
12Então, no primeiro mês, no dia treze, convocaram os escrivães do rei, e conforme tudo o que Hamã ordenou, escreveram aos sátrapas do rei, aos governadores de cada província e aos príncipes de cada povo; em cada província segundo seu modo de escrever, e em cada povo segundo sua língua; foi escrito em nome do rei Assuero e selado com o anel do rei.
13E as cartas foram enviadas por meio dos mensageiros a todas as províncias do rei, ordenando que se destruíssem, matassem e exterminassem de uma vez todos os judeus, desde os jovens até os velhos, crianças e mulheres, em um único dia, no dia treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.
14Uma cópia do decreto que foi proclamado como lei em cada província foi enviada a todos os povos, para que se preparassem para aquele dia.
15Os mensageiros impulsionados pela ordem do rei, partiram imediatamente, e a lei foi proclamada na cidadela de Susã; o rei e Hamã se assentaram para beber, mas a cidade de Susã estava aturdida.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.