“Assim, a jovem ia até o rei; tudo o que ela desejava era concedido para que levasse da casa das mulheres à casa do rei.”
— Ester 2:13 (Almeida Atualizada Livre)
1Depois que esses acontecimentos ocorreram e o furor do rei Assuero foi aplacado, ele se lembrou de Vasti, do que ela fizera e do que havia sido decretado contra ela.
2Então os jovens que serviam ao rei disseram: Que se busquem para o rei moças virgens de boa aparência e formosura.
3E que o rei nomeie comissários em todas as províncias do seu reino, que reúnam todas as moças virgens, de boa aparência e formosura na cidadela de Susã, na casa das mulheres, sob as vistas de Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres, e que lhes sejam fornecidos os seus unguentos.
4E a jovem que encontrar favor aos olhos do rei reinará em lugar de Vasti. O rei concordou com isso, e assim se fez.
5Havia um homem judeu na cidadela de Susã, chamado Mardoqueu filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, da tribo de Benjamim
6Que foi transportado de Jerusalém com os exilados que foram deportados com Jeconias, rei de Judá, a quem Nabucodonosor, rei da Babilônia, havia transportado.
7Ele criara Hadassa (que é Ester, filha de seu tio), pois não tinha pai nem mãe; era uma jovem bela, de formosura e aparência agradável. Quando seus pais faleceram, Mardoqueu a tomou como filha.
8E sucedeu que, ao se divulgar o edito do rei e sua lei, muitas moças se reuniram na cidadela de Susã, sob a supervisão de Hegai; também levaram Ester à casa do rei, sob os cuidados de Hegai, o responsável pelas mulheres.
9E a jovem lhe pareceu formosa e encontrou favor diante dele. Por isso, apressou-se em dar-lhe seus enfeites e suas porções, além de oferecer-lhe sete servas escolhidas da casa do rei, e a levou com suas servas para os melhores aposentos da casa das mulheres.
10Ester, porém, não revelou o seu povo nem sua linhagem, pois Mardoqueu a havia instruído a não fazê-lo.
11E Mardoqueu caminhava todos os dias pelo átrio da casa das mulheres, para se informar sobre o estado de Ester e o que lhe aconteceria.
12E, ao chegar o momento de cada moça se apresentar ao rei Assuero, após ter cumprido o tempo de preparação conforme as normas para as mulheres, que era de doze meses — seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e outros unguentos usados entre as mulheres —,
13Assim, a jovem ia até o rei; tudo o que ela desejava era concedido para que levasse da casa das mulheres à casa do rei.
14À tarde, entrava e, pela manhã, retornava à segunda casa das mulheres, sob as vistas de Saasgaz, eunuco do rei, responsável pelas concubinas. Não voltava mais ao rei, a menos que este a desejasse e a chamasse pelo nome.
15Chegando, portanto, o momento de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu, que a tomara como filha, para ir ao rei, nada pediu além do que lhe sugeriu Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres; e Ester conquistou o favor de todos os que a viam.
16Assim, Ester foi levada ao rei Assuero, à casa real, no décimo mês, que é o mês de Tebete, no sétimo ano do seu reinado.
17E o rei amou Ester mais do que a todas as mulheres, e encontrou nela favor e benevolência mais do que em todas as virgens; e colocou a coroa real em sua cabeça, fazendo dela rainha em lugar de Vasti.
18Então o rei deu um grande banquete a todos os seus príncipes e aos seus servos; era o banquete de Ester; e concedeu alívio às províncias, dando presentes conforme a generosidade real.
19E, quando as moças se reuniram uma segunda vez, Mardoqueu estava sentado à porta do rei.
20Ester, porém, ainda não havia revelado sua linhagem nem seu povo, conforme Mardoqueu lhe ordenara; pois cumpria o mandado de Mardoqueu assim como quando ele a criava.
21Nos dias em que Mardoqueu estava sentado à porta do rei, dois eunucos do rei, os guardas da porta, Bigthã e Teres, se indignaram grandemente e tramaram para assassinar o rei Assuero.
22E isso chegou ao conhecimento de Mardoqueu, que o revelou à rainha Ester, e Ester informou ao rei, em nome de Mardoqueu.
23E o caso foi investigado e confirmado; ambos foram enforcados em uma forca, e isso foi registrado no Livro das Crônicas, perante o rei.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.