Eclesiastes 2:15

Almeida Atualizada Livre

Por isso, eu falei no meu coração: Assim como acontece ao insensato, assim acontecerá comigo; então, por que busquei eu mais a sabedoria? Também isso é vaidade.

— Eclesiastes 2:15 (Almeida Atualizada Livre)

Facebook Ler o capítulo
Contexto — Eclesiastes 2

1Disse eu no meu coração: Vamos! Vou provar a alegria; aproveite, portanto, a felicidade. Porém, percebi que também isso era vaidade.

2Quanto ao riso eu disse: "É loucura" e quanto à alegria: "De que adianta?"

3Decidi no meu coração dedicar-me ao vinho, mantendo, contudo, a sabedoria, e entregando-me à insensatez a fim de observar o que é melhor que os filhos dos homens façam debaixo do céu, durante os poucos dias de sua vida.

4Realizei grandes obras; edifiquei casas para mim e plantei vinhas.

5Fiz para mim jardins e pomares, e neles plantei árvores frutíferas de toda espécie.

6Fiz para mim reservatórios, para irrigar o bosque em que as árvores reverdecem.

7Adquiri servos e servas, e tive servos nascidos em minha casa; também possui uma grande quantidade de bois e ovelhas, mais do que todos os que antes de mim viveram em Jerusalém.

8Amontoei também para mim prata e ouro além de tesouros de reis e de províncias; provei-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres.

9Eu me engrandeci e superei a todos os que viveram antes de mim em Jerusalém; a minha sabedoria também perseverou comigo.

10E tudo o que os meus olhos desejaram eu não neguei, nem privei meu coração de alegria em coisa alguma; meu coração se alegrava com todo o meu esforço, e essa era a recompensa por todas as minhas fadigas.

11Considerei todas as obras que as minhas mãos realizaram assim como o trabalho que fiz com esforço, e percebi que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e que nenhum proveito havia debaixo do sol.

12Então passei a considerar a sabedoria, a loucura e a estultícia; que poderá fazer o homem que suceder ao rei? O mesmo que outros já fizeram.

13Então, percebi que a sabedoria é mais útil do que a tolice, da mesma forma que a luz é mais vantajosa do que as trevas.

14Os olhos do sábio estão em sua cabeça, mas o tolo caminha nas trevas; no entanto, percebi que o mesmo se dá com ambos.

15Por isso, eu falei no meu coração: Assim como acontece ao insensato, assim acontecerá comigo; então, por que busquei eu mais a sabedoria? Também isso é vaidade.

16Pois não haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; afinal, após alguns dias, tudo será esquecido. E como morre o sábio? Da mesma forma que o tolo.

17Por isso, odiei a vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me foi penosa; tudo é vaidade e correr atrás do vento.

18Também aborreci todo o meu trabalho, com o qual me afadiguei debaixo do sol, pois teria que deixá-lo àquele que viria depois de mim.

19Porque quem pode saber se será sábio ou insensato? No entanto, ele dominará todo o fruto do meu esforço, que realizei com sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade.

20Por isso, me dediquei a fazer com que meu coração desanimasse em relação a todo o trabalho que realizei debaixo do sol.

21Porque há o homem cujo trabalho é realizado com sabedoria, ciência e destreza; no entanto, deixará seu ganho como porção a alguém que não se esforçou por isso; também isto é vaidade e grande mal.

22Pois que mais pode o homem obter de todo o seu labor e da fadiga do seu coração, com que se empenha sob o sol?

23Porque todos os seus dias são repletos de dor e o seu trabalho é penoso; até à noite o seu coração não descansa; também isso é vaidade.

24Não há nada melhor para o homem do que comer, beber e fazer com que a sua alma desfrute do bem do seu trabalho. Também percebi que isso vem da mão de Deus.

25Porque, separado deste, quem pode comer ou se alegrar?

26Porque ao homem que lhe agrada, Deus dá sabedoria, conhecimento e alegria; mas ao pecador, Deus concede trabalho, para que ele junte e acumule, a fim de entregar àquele que agrada a Deus. Também isto é vaidade e correr atrás do vento.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.

Feed Perfil
Entrar
Igrejas Carteirinha