“Todos os rios correm para o mar, mas o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, ali sempre retornam.”
— Eclesiastes 1:7 (Almeida Atualizada Livre)
1Palavra do Pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém:
2Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade!
3Qual é o proveito do homem em todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?
4Uma geração se vai e outra geração surge, mas a terra permanece para sempre.
5O sol se levanta, e se põe, e retorna ao lugar de onde nasce de novo.
6O vento vai para o sul e faz seu giro para o norte; gira e revolve-se em sua trajetória, retornando aos seus circuitos.
7Todos os rios correm para o mar, mas o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, ali sempre retornam.
8Todas essas coisas são tão cansativas que ninguém pode expressar; os olhos nunca se fartam de ver, nem os ouvidos se satisfazem de ouvir.
9O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se repetirá; nada há, portanto, de novo debaixo do sol.
10Há algo de que se possa dizer: "Vê, isso é novo?" Não! Já existiu nos séculos que nos precederam.
11Não há lembrança das coisas que ocorreram no passado; e das coisas que acontecerão também não haverá memória entre os que virão depois.
12Eu, o Pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.
13Dediquei meu coração a esquadrinhar e a buscar sabedoria sobre tudo o que se passa debaixo do céu; este trabalho enfadonho Deus impôs aos filhos dos homens para que nele se aflijam.
14Observei todas as obras que são realizadas debaixo do sol, e percebi que tudo é vaidade e uma busca vã.
15O que é torto não pode ser endireitado, e o que falta não se pode calcular.
16Disse a meu coração: Eis que me engrandeci e aumentei em sabedoria mais do que todos os que antes de mim estiveram em Jerusalém; de fato, meu coração tem experimentado amplamente a sabedoria e o conhecimento.
17E me dediquei a conhecer a sabedoria e a discernir o que é loucura e o que é estultícia; e percebi que também isso era correr atrás do vento.
18Porque quanto mais sabedoria, mais enfado; e quem multiplica o conhecimento, multiplica a tristeza.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.