“Se ela for um muro, construiremos sobre ele uma torre de prata; e, se for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro.”
— Cânticos dos Cânticos 8:9 (Almeida Atualizada Livre)
1Ah! Como eu desejaria que fosses meu irmão, para que mamasses os seios de minha mãe! Assim, se eu te encontrasse na rua, te beijaria, e ninguém me desprezaria!
2Eu te levaria e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias; eu te ofereceria vinho aromático e mosto das minhas romãs.
3Que a sua mão esquerda fique debaixo da minha cabeça e a sua direita me abrace.
4Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis nem desperteis o amor, até que ele o queira.
5Quem é esta que sobe do deserto e vem apoiada em seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe em dores; ali esteve em dores a que te deu à luz.
6Coloca-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre o teu braço, pois o amor é forte como a morte, e o ciúme é rigoroso como a sepultura; suas brasas são brasas de fogo, labaredas intensas.
7As muitas águas não poderiam apagar esse amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa por esse amor, seria de todo desprezado.
8Temos uma irmã mais nova, que ainda não tem seios; o que faremos por ela no dia em que for pedida?
9Se ela for um muro, construiremos sobre ele uma torre de prata; e, se for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro.
10Sou um muro, e meus seios são como torres; assim eu era aos seus olhos, como a que é digna da confiança do meu amado.
11Salomão tinha uma vinha em Baal-Hamon; ele a confiou a alguns guardas, e cada um lhe trazia mil peças de prata pelos seus frutos.
12A minha vinha está ao meu dispor: mil siclos de prata são para você, ó Salomão, e duzentos para os que guardam o seu fruto.
13Ó tu, que habitas nos jardins, os companheiros estão atentos para ouvir a tua voz; faz-me, pois, também ouvir.
14Vem depressa, meu amado, e torna-te semelhante ao cervo ou ao filho da gazela, que salta sobre os montes aromáticos.
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.