Cânticos dos Cânticos 4:9

Almeida Atualizada Livre

Arrebataste-me o coração, minha irmã, ó noiva; capturaste-me com um único olhar teu e com uma pérola do teu colar.

— Cânticos dos Cânticos 4:9 (Almeida Atualizada Livre)

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Contexto — Cânticos dos Cânticos 4

1Eis que és formosa, amada minha, eis que és formosa! Os teus olhos são como os das pombas e brilham através do teu véu. O teu cabelo é como o rebanho de cabras que descem pelas encostas do monte de Gileade

2Os teus dentes são como um rebanho de ovelhas recém-tosquiadas, que sobem do lavadouro; todas produzem gêmeos, e nenhuma delas é estéril

3Os teus lábios são como um fio de escarlata, e a tua boca é formosa; as tuas faces são como as metades de uma romã, por detrás do teu véu

4O teu pescoço é como a torre de Davi, construída para abrigar armas; mil escudos estão pendurados nela, todos broquéis de valorosos.

5Os teus dois seios são como duas crias, gêmeas de uma gazela, que pastam entre os lírios.

6Até que o dia clareie e as sombras desapareçam, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso.

7Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há defeito.

8Vem comigo do Líbano, ó minha noiva, vem comigo do Líbano; olha do cume de Amana, do cume de Senir e de Hermom, das moradas dos leões, dos montes dos leopardos.

9Arrebataste-me o coração, minha irmã, ó noiva; capturaste-me com um único olhar teu e com uma pérola do teu colar.

10Quão belo é o teu amor, ó minha irmã, minha noiva! Quanto mais precioso é o teu amor do que o vinho, e o aroma dos teus perfumes é mais agradável do que todas as especiarias!

11Os teus lábios, ó noiva minha, destilam mel; mel e leite se encontram debaixo da tua língua, e a fragrância dos teus vestidos é como a do Líbano.

12Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada.

13Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes: a hena e o nardo.

14O nardo, o açafrão, o cálamo e a canela com toda a variedade de árvores de incenso, a mirra e o aloés, com todas as especiarias principais.

15És a fonte dos jardins, poço de águas vivas, torrentes que brotam do Líbano!

16Levanta-te, vento norte, e vem, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas; ah! venha o meu amado para o seu jardim e prove os seus frutos excelentes!

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.