“Porém, Paulo lhe respondeu: Na verdade, sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia; e rogo-te que me permitas falar ao povo.”
— Atos 21:39 (Almeida Atualizada Livre)
1E aconteceu que, ao nos separarmos deles, navegamos diretamente e chegamos a Cós; no dia seguinte, chegamos a Rodes, e de lá seguimos para Patara.
2E, ao encontrarmos um navio que seguia para a Fenícia, embarcamos nele e partimos.
3E, ao avistarmos já Chipre, deixando-o à esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro, pois o navio precisava ser descarregado ali.
4E, encontrando os discípulos, permanecemos ali durante sete dias; estes, movidos pelo Espírito, recomendavam a Paulo para que não subisse a Jerusalém.
5E, após termos passado aqueles dias ali, saímos e continuamos nossa jornada, acompanhados por todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos.
6Após nos despedirmos, embarcamos no navio, e eles voltaram para suas casas.
7E nós, concluída a navegação de Tiro, chegamos a Ptolemaida, onde saudamos os irmãos e permanecemos com eles por um dia.
8E no dia seguinte, partimos e chegamos a Cesaréia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.
9Ele tinha quatro filhas donzelas que profetizavam.
10E, permanecendo ali por alguns dias, desceu da Judéia um profeta chamado Ágabo;
11E, ao se aproximar de nós, ele pegou o cinto de Paulo, ligou os próprios pés e mãos e disse: "Isto diz o Espírito Santo: Assim os judeus, em Jerusalém, ligarão o dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios.
12E, ao ouvirmos essas palavras, tanto nós como os que estavam ali, suplicamos a Paulo que não subisse a Jerusalém.
13Paulo, porém, respondeu: Por que vocês estão chorando e me afligindo o coração? Estou preparado não apenas para ser preso, mas também para morrer em Jerusalém por causa do nome do Senhor Jesus.
14E, como não o podemos persuadir, nos conformamos dizendo: Faça-se a vontade do Senhor!
15E, após aqueles dias, ao fazermos os preparativos, subimos para Jerusalém.
16E também vieram conosco alguns discípulos de Cesaréia trazendo com eles um certo Mnasom, cipriota, discípulo veterano com quem iríamos nos hospedar.
17Ao chegarmos a Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria.
18No dia seguinte, Paulo nos acompanhou até a casa de Tiago, e todos os anciãos se reuniram lá.
19E, ao saudá-los, contou com precisão o que Deus havia realizado entre os gentios por intermédio do seu ministério.
20E, ouvindo isso, glorificaram a Deus e lhe disseram: Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei;
21E foram informados a respeito de você que ensina todos os judeus que estão entre os gentios a se afastarem de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem seguir os costumes da lei.
22O que faremos, então? É necessário que a multidão se reúna, pois saberão da sua chegada.
23Faz, portanto, o que te recomendamos: estão entre nós quatro homens que, voluntariamente, aceitaram um voto.
24Toma esses homens contigo, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que se raspe a cabeça; e saberão todos que não é verdadeira a informação que foi dada a teu respeito, mas que, ao contrário, tu também andas guardando a lei.
25Quanto aos gentios que creem, já lhes transmitimos decisões para que se abstenham do que é sacrificado a ídolos, do sangue, do que foi sufocado e da imoralidade sexual.
26Então, Paulo, levando consigo aqueles homens, purificou-se com eles e, no dia seguinte, entrou no templo, informando que os dias da sua purificação já haviam se completado, permanecendo ali até que cada um deles realizasse a oferta.
27E, quando já estavam por findar os sete dias, os judeus vindos da Ásia, ao vê-lo no templo, alvoroçaram toda a multidão e o agarraram.
28Clamando: Homens de Israel, socorram-me! Este é o homem que ensina por toda parte contra o povo, contra a lei e contra este lugar. Além disso, introduziu até gregos no templo e profanou este recinto sagrado.
29Porque anteriormente tinham visto Trófimo, o efésio, em sua companhia na cidade, e presumiam que Paulo o havia introduzido no templo.
30E a cidade ficou em alvoroço gerando uma grande multidão; agarraram Paulo e o arrastaram para fora do templo, e imediatamente as portas foram fechadas.
31E, enquanto buscavam matá-lo, chegou ao tribuno da coorte a notícia de que toda Jerusalém estava em tumulto.
32Ele, então, levando consigo soldados e centuriões, correu para o meio do povo. Ao verem chegar o comandante e os soldados, cessaram de espancar Paulo.
33Então, o comandante se aproximou, tomou Paulo e ordenou que fosse acorrentado com duas correntes. Em seguida, perguntou quem era e o que havia feito.
34E na multidão, alguns gritavam de um jeito, outros de outro; mas, não conseguindo saber a verdade por causa do tumulto, ordenou que Paulo fosse levado para a fortaleza.
35E aconteceu que, ao chegarem às escadas, os soldados tiveram que carregá-lo, devido à violência da multidão.
36Porque a multidão o acompanhava gritando: "Matem-no!"
37E, quando estavam prestes a levar Paulo para a fortaleza, ele disse ao comandante: É-me permitido dizer-te alguma coisa? E ele respondeu: Sabes falar grego?
38Não és tu, porventura, aquele egípcio que, há algum tempo, provocou uma sublevação e conduziu ao deserto quatro mil salteadores?
39Porém, Paulo lhe respondeu: Na verdade, sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia; e rogo-te que me permitas falar ao povo.
40E, tendo recebido a permissão, Paulo, erguendo-se na escada, fez sinal com a mão ao povo; e, ao se fazer um grande silêncio, falou-lhes em língua hebraica, dizendo:
Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.