2 Reis 7:10

Almeida Atualizada Livre

Foram, então, e bradaram aos porteiros da cidade, e lhes anunciaram, dizendo: Fomos ao acampamento dos sírios, e eis que lá não havia ninguém, nem mesmo a voz de homem; apenas os cavalos e jumentos atados, e as tendas como ainda estavam.

— 2 Reis 7:10 (Almeida Atualizada Livre)

Facebook Ler o capítulo
Contexto — 2 Reis 7

1Então, disse Eliseu: Ouçam a palavra do Senhor; assim diz o Senhor: Amanhã, a estas horas um alqueire de flor de farinha custará um siclo, e dois alqueires de cevada, por um siclo, à porta de Samaria.

2Entretanto, um capitão em quem o rei se apoiava respondeu ao homem de Deus: "Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia acontecer isso?" O profeta então disse: "Com certeza, você verá com seus próprios olhos, mas não comerá disso."

3E quatro homens leprosos estavam à entrada da porta, e disseram uns aos outros: Por que devemos ficar aqui sentados até a morte?

4Se dissermos: Entremos na cidade, lá há fome, e morreremos; se ficarmos aqui, também morreremos. Vamos, pois, agora, e entreguemo-nos ao acampamento dos sírios; se eles nos deixarem viver, viveremos; se nos matarem, tão-somente morreremos.

5Então, levantaram-se ao anoitecer para se encaminharem ao acampamento dos sírios e, ao chegarem à entrada do acampamento, perceberam que não havia ali ninguém.

6Porque o Senhor fez ouvir no acampamento dos sírios o som de carros e o barulho de cavalos, como o ruído de um grande exército; de maneira que disseram uns aos outros: Eis que o rei de Israel contratou contra nós os reis dos hititas e os reis do Egito para virem contra nós.

7Levantaram-se e, fugindo ao crepúsculo, deixaram suas tendas, seus cavalos, seus jumentos e o acampamento como estava; e escaparam para preservar suas vidas.

8Chegando, pois, aqueles leprosos à entrada do acampamento, entraram em uma tenda, comeram, beberam e tomaram dali prata, ouro e vestes, e foram, e os esconderam. Depois, voltaram, entraram em outra tenda, e também tomaram alguma coisa, e a esconderam.

9Então disseram uns aos outros: Não fazemos o que é certo; este dia é dia de boas novas, e estamos em silêncio. Se esperarmos até a luz da manhã, seremos considerados culpados; agora, portanto, vamos e anunciemos à casa do rei.

10Foram, então, e bradaram aos porteiros da cidade, e lhes anunciaram, dizendo: Fomos ao acampamento dos sírios, e eis que lá não havia ninguém, nem mesmo a voz de homem; apenas os cavalos e jumentos atados, e as tendas como ainda estavam.

11E os porteiros gritaram e fizeram o anúncio dentro da casa do rei.

12E o rei levantou-se à noite e disse a seus servos: Agora vou lhes informar sobre o que os sírios nos fizeram. Eles sabem que estamos esfaimados; por isso, saíram do acampamento escondendo-se pelo campo, dizendo: Quando saírem da cidade, então os tomaremos vivos e entraremos nela.

13Então, um dos seus servos respondeu e disse: "Tomem-se, pois, cinco dos cavalos que ainda restam na cidade, pois toda a multidão de Israel que ficou aqui terá a mesma sorte da multidão dos israelitas que já pereceram; enviemos homens e vejamos.

14Tomaram, portanto, dois carros com cavalos; e o rei os enviou após o exército dos sírios, ordenando: Ide e vede.

15E foram após eles até o Jordão; e eis que todo o caminho estava cheio de vestes e armas que os sírios, apressando-se, haviam lançado fora. Os mensageiros voltaram e anunciaram ao rei.

16Então, o povo saiu e saqueou o arraial dos sírios; e, dessa forma, um alqueire de flor de farinha era vendido por um siclo, e dois de cevada por um siclo, conforme a palavra do SENHOR.

17Então o rei colocou o capitão na guarda da porta, mas o povo o atropelou na porta, e ele morreu, como dissera o homem de Deus, que falou quando o rei desceu até ele.

18Assim se cumpriu o que o homem de Deus havia dito ao rei: Amanhã, a estas horas, vender-se-á uma medida de cevada por um siclo, e uma medida de farinha por um siclo, à porta de Samaria.

19E aquele capitão respondeu ao homem de Deus, dizendo: Mesmo que o Senhor abrisse janelas nos céus, poderia acontecer isso conforme esta palavra? E o profeta replicou: Você a verá com seus próprios olhos, mas não comerá dela.

20Assim lhe aconteceu, porque o povo o atropelou na porta e ele morreu.

Texto: Almeida Atualizada Livre — baseada na tradução de João Ferreira de Almeida de 1911 (domínio público), modernizada no projeto JFAAL. © Marcos Cristiano Alves Ferreira, licença CC BY 3.0 BR.